Laurez critica elo entre Governo e empresário preso; Estado cita respaldo do MPTO

Pré-candidato questiona manutenção de contratos com entidades ligadas a Adair Meira, investigado por lavagem de dinheiro; gestão estadual afirma que parcerias seguem critérios técnicos

Crédito: Divulgação

O pré-candidato ao governo do Tocantins, Laurez Moreira, cobra explicações do Governo do Estado após a prisão do empresário Adair Meira, investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de lavagem de dinheiro e ligação com o crime organizado. Para Laurez, o caso precisa ser apurado com profundidade.



Segundo reportagem da TV Anhanguera, Adair é apontado como dono ou ligado a seis entidades e empresas, entre elas a Fundação Pró-Cerrado, além de ser suspeito de lavar R$ 34 milhões por meio dessas organizações . A investigação também aponta suspeitas de que aeronaves eram fretadas para transportar valores de São Paulo até Brasília e Palmas, além da atuação de Adair como interlocutor político de um grupo criminoso.



“Essa é uma acusação muito grave. O suposto envolvimento de gente ligada ao crime organizado com o Governo do Tocantins precisa ser investigado a fundo”, declarou.



Laurez relembrou que, quando assumiu o governo, suspendeu o programa Menor Aprendiz, desenvolvido por entidades ligadas a Adair Meira, após suspeitas de desvio de mais de R$ 25 milhões, e substituiu a iniciativa por parceria com o Sistema S.



Ele também criticou a retomada do contrato com a entidade após sua saída da gestão e afirmou que o governo precisa esclarecer à população os recorrentes escândalos envolvendo o governo.  “O Tocantins não aguenta mais tanto escândalo. Nosso estado precisa de um governo que trabalhe pelo povo, não um governo de negociatas”, concluiu. 

 

Posicionamento do Governo

O T1 solicitou ao Governo do Tocantins um posicionamento sobre a prisão de Adair Meira. Em nota, a gestão estadual respondeu que"o Programa Jovem Trabalhador não é alvo de investigação e que seus contratos e parcerias seguem critérios técnicos rígidos, com respaldo no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em conjunto com o Ministério Público do Tocantins (MPTO), para manutenção dos contratos vigentes até 31 de dezembro de 2026.
 

A investigação citada não tem qualquer relação com os contratos firmados pela pasta e não compete à Secretaria controlar ou monitorar as movimentações financeiras de pessoas físicas ou entidades, sendo uma atribuição específica dos órgãos de fiscalização e controle."
 

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