César Halum desiste de candidatura federal e buscará vaga na Assembleia Legislativa

Reviravolta é vista como um sintoma dos impactos gerados pela saída de nomes cruciais para o cálculo do coeficiente eleitoral da legenda

"Laurez está tocando a pré-campanha com lealdade, preparado para ser governador"
Descrição: "Laurez está tocando a pré-campanha com lealdade, preparado para ser governador" Crédito: Vinícius Santa Rosa / Governo do Tocantins

O pré-candidato César Halum anunciou na quinta-feira, 30, a mudança de foco para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. Até então, Halum constava na nominata do Partido Social Democrático (PSD) para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília.

 

 

A desfiliação do ex-vereador Iratã Abreu, que se transferiu para o PSDB, e a decisão do ex-governador Mauro Carlesse de abandonar a corrida proporcional para pleitear uma vaga no Senado, levaram César Halum a optar pela disputa estadual, assim como os deputados com mandatos vigentes Eduardo Mantoan, Gutierres Torquato e Luciano Oliveira.

 

 

Em entrevista ao T1 Notícias, César Halum explica a mudança de rumo em sua pré-candidatura, avalia o contexto eleitoral tocantinense — sobretudo na região de Araguaína —, analisa a nominata atual de seu partido e declara apoio a Mauro Carlesse como pré-candidato ao Senado e a Laurez Moreira (PSD) para o Governo do Tocantins. Confira a seguir a entrevista na íntegra:

 

 

Por que concorrer a deputado estadual em vez de deputado federal? Quando vamos para uma disputa eleitoral, a primeira coisa é a composição da nominata. Tivemos duas perdas relevantes: saiu o Iratã para um outro partido e o Mauro Carlesse, que era candidato a federal, foi para o Senado. Então, vi muita dificuldade de eleger um deputado federal na nominata do PSD.

 

 

Tínhamos duas opções: desistir ou migrar para deputado estadual. Fizemos a opção pelo cargo estadual, uma função que me orgulha muito. Fui deputado estadual por dois mandatos e presidente da Assembleia Legislativa. Me tornei o único tocantinense a ser presidente da UNALE (União Nacional dos Legislativos e Legisladores Estaduais). Portanto, ser deputado estadual não me diminui em nada; pelo contrário, me orgulha ter a oportunidade de continuar contribuindo com o Tocantins e trabalhando pelo desenvolvimento do nosso estado.

 

 

Qual é a perspectiva do PSD para eleger deputados estaduais com a atual nominata?

Entendo que o PSD pode fazer não só três deputados estaduais, mas quatro ou cinco, porque temos uma nominata bem uniforme. Temos três candidatos de mandato que possuem boa densidade eleitoral. Eu me incluo nessa condição também, assim como os demais da nominata. Vamos com muita igualdade e homogeneidade. São 25 candidatos.

 

 

Como encara a concorrência na disputa eleitoral, considerando sua trajetória política em Araguaína?

Não me considero adversário de ninguém; seremos concorrentes nesse pleito de 2026. Respeito todos os candidatos. Tenho serviço prestado em Araguaína e uma história na cidade. Cheguei lá em 1980 como médico veterinário da Secretaria da Agricultura do Estado de Goiás; tenho um trabalho muito forte em relação ao agro e à agricultura familiar como extensionista rural.

 

 

Fui vereador e prefeito interventor em Araguaína, além de deputado estadual por dois mandatos. Na cidade, a obra de maior relevância é a Via Lago, um projeto com 100% das emendas e recursos destinados por mim. É uma obra que redirecionou o crescimento da cidade, atraindo um shopping, um ginásio poliesportivo dos mais completos do estado e um centro de convenções. Resido lá há 46 anos. Portanto, vou disputar essa eleição concorrendo de igual para igual com todos aqueles que pleiteiam uma vaga na Assembleia Legislativa.

 

 

Como se construiu a sua relação com Mauro Carlesse e por que ele é o seu principal candidato ao Senado?

Mauro Carlesse está no meu partido (PSD). Temos uma relação de trabalho e amizade. Fui candidato a senador em 2018 na chapa dele para governador e, depois, ocupei o cargo de secretário de Agricultura em seu governo. Tive a oportunidade de realizar muito pelo agro tocantinense.

 

 

Mas o mais fundamental foi que, no período da pandemia, quando a Agrotins foi suspensa para evitar aglomerações, tive a felicidade de criar a primeira feira virtual do Brasil, e o Mauro Carlesse me apoiou imensamente nesse projeto. Após a realização da primeira feira virtual, todo o Brasil veio atrás do Tocantins; ligavam para o governador perguntando como havíamos conseguido fazer aquilo.

 

 

Eu tinha uma plataforma que consegui junto com minha equipe técnica na Seagro. Passamos a fornecer informações e tecnologia para todo o país, uma oportunidade que o Carlesse me deu. A partir dali, recebi um convite imediato e ocupei o segundo maior cargo do Ministério da Agricultura: a Secretaria Nacional de Política Agrícola. Durante dois anos, estive ao lado da ministra Tereza Cristina, construímos o Plano Safra e delineamos as políticas agrícolas do Brasil. Eu e Carlesse temos essa relação; ele é o meu senador número um.

 

 

Como o senhor avalia o projeto político e a campanha de Laurez ao governo do Tocantins?

Não fui o primeiro companheiro do Laurez e nem serei o último. Estou entre aqueles que acreditaram no seu projeto desde o início. O Laurez está tocando a sua pré-campanha dentro da estratégia que estabeleceu e a segue fielmente. Continua visitando no "corpo a corpo", falando com as pessoas com muita sinceridade e lealdade. Entendo que ele é um homem muito preparado para ser o governador do Tocantins. Ele segue fazendo um trabalho firme, está muito animado e confiante. Vamos em frente.

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