Amastha retira CPI do Transporte, mas acionará órgãos de controle; Folha pondera

Amastha retirou o pedido de CPI a pedido do prefeito Eduardo Siqueira Campos; em aparte, o vereador Folha disse que uma CPI traria insegurança jurídica e que não ajudaria a gestão neste momento

Crédito: Lia Mara/Secom Palmas

O vereador Carlos Amastha (PSB) usou o 1º de Abril, dia da mentira, para brincar com sua solicitação de CPI do Transporte Público da Capital. Na sessão desta terça-feira, 1º, Amastha agradeceu a instalação da CPI, mas logo depois sorriu e disse que, conforme pedido pelo prefeito Eduardo Siqueira Campos, ele estava retirando o requerimento para não atrapalhar a gestão.



O parlamentar, entretanto, deixou claro que que agora mais do que nunca irá atrás dos supostos culpados. "Iremos para cima dos órgãos de controle e faremos as denúncias", disse Amastha ao afirmar que quer esclarecimentos sobre as ações do transporte público na gestão passada.



Amastha questiona o porquê da gestão não ter organizado o serviço uma vez que um ano antes os concessionários do serviço notificaram a Prefeitura de Palmas quanto ao interesse ou não da prorrogação do contrato. "Tiveram um ano para fazer o que quisessem. Então, não justifica a emergência que foi instalada à época e ocasionou um desastre na cidade", disse Amastha.



O ex-prefeito criticou ainda o aluguel dos ônibus. Disse que jamais viu um contrato tão ruim para o município quanto o que foi assinado, pois coube à gestão o pagamento dos motoristas, da manutenção dos veículos e do combustível. Ele indagou também sobre onde foi parar o dinheiro da bilhetagem, no período em que os passageiros pagavam diretamente aos motoristas. "Precisamos saber onde foram depositados os R$ 15 milhões", disse Amastha.



Em aparte, o vereador José do Lago Folha Filho disse que não houve dolo. Que a gestão passada pagou o subsídio do transporte público assim como ele (Amastha) pagava quando prefeito de Palmas. Folha ressaltou que sem subsídio do município não há como manter o serviço de transporte público, caso contrário a população pagaria uma tarifa de R$ 12.



Folha ponderou sobre a CPI que havia sido proposta por Amastha e observou que isso atrapalharia a gestão e que nenhum empresário teria interesse em assumir o serviço num cenário de insegurança jurídica. O vereador afirmou ainda que o empresário que deteve a concessão do transporte público em Palmas por 30 lucrou e muito e que ele está no direito de buscar na Justiça o que acha que Prefeitura de Palmas ainda deve a ele.  



Amastha reafirmou que a CPI é assunto superado, mas que a denúncia não. Que vai prosseguir. Ressaltou que não vê nada errado no subsídio, mas que os recursos que foram usados no último ano no transporte público devem ser analisados, pois não condizem com o serviço oferecido à população da Capital. 

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