Celso Morais admite diálogo para compor chapa como vice de Vicentinho Júnior

Prefeito de Paraíso sinaliza união estratégica para o Governo do Estado e condiciona sua decisão à renúncia de mandato até abril

Vicentinho Jr e Celso Morais na Prefeitura de Paraíso do Tocantins
Descrição: Vicentinho Jr e Celso Morais na Prefeitura de Paraíso do Tocantins Crédito: Divulgação

A semana política no Tocantins começou com o anúcio do prefeito de Paraíso do Tocantins, Celso Morais (MDB), sobre a possibilidade de integrar a chapa majoritária do deputado federal Vicentinho Júnior (PP). rumo ao Governo do Estado. Em recente manifestação, Morais havia afirmado que permaneceria na Prefeitura de Paraíso e que não disputaria nenhum cargo eletivo.

 

 

Morais afirmou estar "aberto a qualquer possibilidade" após ser chamado de “vice dos sonhos” pelo pré-candidato ao governo. O gestor destacou que a convergência de princípios e a amizade de longa data facilitam a construção de uma aliança sólida para a disputa estadual.

 

 

De imediato, a manifestação do prefeito de Paraíso do Tocantins mexe com as articulações políticas na região do Vale do Araguaia. Nos bastidores, a análise do aceno feito por Morais a Vicentinho Júnior, é a de que ele projeta sua influência administrativa para além de Paraíso, oferece a Vicentinho o respaldo de uma gestão bem avaliada e ainda transfere o apoio orgânico do MDB regional.

 

 

Por outro lado, a possível aliança Celso Morais/Vicentinho Júnior  impõe um cronograma rigoroso, pois para viabilizar a candidatura, o prefeito terá que renunciar ao cargo até o início de abril, movimento que exige consenso de seu grupo político e redefine a sucessão municipal em sua base.

 

 

Estrategicamente, a união entre o municipalismo de Morais e a força federal de Vicentinho Júnior cria um contraponto às candidaturas governistas, forçando rearranjos em polos como Gurupi e Palmas. Se confirmada, a chapa consolida um bloco de centro-direita com forte capilaridade no interior, unindo a tradição política do Norte com o dinamismo econômico da região central, o que pode fragmentar apoios antes consolidados em torno do Palácio Araguaia.

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