Cinthia Ribeiro ganha destaque na Piauí em debate sobre violência política de gênero

Ex-prefeita de Palmas e presidente do PSDB Mulher, Cinthia Ribeiro é uma das vozes centrais de reportagem da Revista Piauí que analisa os desafios da representatividade feminina na política brasileira

Crédito: Divulgação

A ex-prefeita de Palmas e presidente nacional do PSDB Mulher, Cinthia Ribeiro, é uma das principais personagens da reportagem especial da revista Revista Piauí que analisa os desafios da representatividade feminina nas eleições e nos espaços de poder no Brasil.

 

Na matéria, Cinthia aparece como uma das vozes centrais na discussão sobre os obstáculos estruturais enfrentados pelas mulheres na política brasileira — especialmente a resistência à sua ascensão a cargos executivos de maior protagonismo.

 

A publicação contextualiza o episódio que marcou o cenário político tocantinense nas últimas semanas: a destituição de Cinthia da presidência estadual do PSDB no Tocantins, após doze anos de trajetória na legenda. A decisão ocorreu pouco depois de ela ser apontada como nome cotado para disputar o Governo do Estado.

 

Segundo a reportagem, Cinthia foi substituída pelo deputado federal Vicentinho Júnior, recém-chegado ao partido, e recebeu a proposta de ocupar a vaga de vice na chapa ao governo. Para a ex-prefeita, o episódio representa um exemplo claro do que define como violência política de gênero.

 

“É isso o que chamamos de violência de gênero”, afirmou à revista.

 

A matéria destaca ainda a reação do PSDB-Mulher Nacional, cujas coordenadoras regionais se mobilizaram em defesa de Cinthia. Em reunião da Executiva Nacional, lideranças femininas entregaram carta ao presidente do partido, Aécio Neves, criticando a forma como a mudança foi conduzida e alertando para o enfraquecimento da participação feminina na estrutura partidária.

 

A reportagem ressalta que o episódio não é apenas um caso isolado, mas sintomático de um ambiente político em que mulheres ainda enfrentam resistência quando ocupam espaços estratégicos de comando.

 

Ao abordar a cultura política que ainda restringe mulheres a posições secundárias, Cinthia afirma que muitos homens enxergam as mulheres como “a vice dos sonhos”, defendendo inclusive o enfraquecimento de mecanismos que garantem maior participação feminina. Segundo ela, quando há abertura de espaço, ainda prevalece a visão limitada de que mulheres devem se restringir às pautas sociais, educação e saúde.

 

“Não nos veem conduzindo a economia, o orçamento da gestão pública com eficiência”, pontua na reportagem.

 

Ao longo da entrevista, Cinthia também aborda os estereótipos associados ao termo “feminista” dentro da política e como o marketing antifeminista ainda influencia a percepção pública. Casada com um pastor evangélico, ela afirma que desafia rótulos e reforça que defender igualdade de oportunidades não deve ser tratado como radicalismo, mas como compromisso democrático.

 

Ao figurar como uma das vozes centrais da reportagem, Cinthia Ribeiro projeta nacionalmente o debate sobre a participação feminina na política e coloca em evidência a necessidade de amadurecimento democrático interno nos partidos.

 

Sua presença na reportagem da Piauí consolida sua posição como uma das principais lideranças femininas do país na discussão sobre representatividade, equidade e respeito às mulheres nos espaços de poder.

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