A senadora Dorinha Seabra, pré-candidata ao Governo do Tocantins pelo União Brasil (UB) declarou nesta quinta-feira, 2, que o deputado federal Carlos Gaguim segue em seu grupo político, a despeito de rumores levantados após a filiação de Eli Borges ao Podemos, com apoio do governador Wanderlei Barbosa.
Com Eli em sua base, há perspectiva de que Dorinha possa ter quatro candidatos ao Senado em seu palanque na corrida eleitoral de 2026. Eduardo Gomes (PL), Gaguim (UB), Eli Borges e Vanderlei Luxemburgo (Podemos) são possíveis candidatos da base, a menos que Gaguim siga outro caminho.
“Existem possibilidades”, afirma a senadora. Ela aponta que “até chegar no período da disputa, vamos ver todo o processo de movimentação e estratégia política”. “Todos os que estão colocando o seu nome, têm história política e têm trabalho”, complementa.
Sobre possíveis pretensões de Gaguim fora de seu bloco, Dorinha considera que a candidatura de seu aliado é “muito robusta, consolidada”. “Somos um grupo político, e grupo político passa pela condução eleitoral. Vamos escolher o melhor caminho, não o que eu quero na minha cabeça, mas o que precisa ser discutido em conjunto”, garante a senadora.
Cenário nacional e presidência
Dorinha é uma das líderes do UB nacionalmente e tem o Partido Liberal (PL) de seu aliado Eduardo Gomes em sua base, fato que a levaria apoiar a candidatura de Eduardo Bolsonaro, copartidário de Gomes na corrida pela Presidência da República.
No entanto, a senadora teve ao longo dos últimos anos um alinhamento estratégico ao governo de Lula (PT), tendo votado de forma nominal e favorável em pelo menos 88% de matérias propostas pelo atual governo federal no Senado.
Nem mesmo a direção do Partido dos Trabalhadores no Tocantins, tampouco seus pré-candidatos já declarados confirmam ou negam que o PT terá candidatura própria no estado, o que abre precedente para um possível alinhamento de Dorinha com a direção nacional do PT.
Questionada se o volume de pré-candidatos de direita ou centro-direita para a presidência favorece Lula, Dorinha diz que“o mesmo formato que estamos falando aqui [no Tocantins], é o que vai acontecer nacionalmente”.
“De maneira legítima, os partidos colocam seus nomes à disposição, cada um colocando como pretende enfrentar a eleição presidencial”, destaca a senadora, que afirma que o “desenho político” só terá escopo definitivo “no período final das convenções”.
Dorinha destaca que o contexto nacional e a bases de apoio tocantinense aos presidenciáveis “pode tomar diferentes desenhos”. “Cada um vai avaliar quais os nomes, qual o desenho e que projeto vai ser colocado para o povo do país”, conclui Dorinha.
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