O cenário político no Tocantins ganhou novos contornos nesta quarta-feira, 1º de abril, com o anúncio da pré-candidatura do deputado federal Eli Borges (Republicanos) ao Senado. A movimentação gerou reações imediatas, especialmente por parte do também deputado federal Carlos Gaguim (União Brasil), que já havia colocado seu nome na disputa por uma das vagas do estado ao Senado.
Em áudio enviado ao T1 Notícias, Gaguim adotou um tom de cautela misturado à cobrança por reciprocidade. "O governador não tem nenhum compromisso comigo, não me deve nada. Talvez ele tenha com a direção nacional do Republicanos", afirmou o parlamentar. Gaguim ressaltou que, embora o governador Wanderlei Barbosa esteja livre de compromissos diretos com ele, espera o apoio de figuras centrais que ele ajudou em pleitos anteriores.
Cobrança de reciprocidade
O deputado foi enfático ao citar nomes da base aliada: "O que eu espero de todos aqueles que eu apoiei é reciprocidade. Espero o apoio do Eduardo Gomes (PL) e da professora Dorinha (UB)", declarou. O parlamentar finalizou sua fala pontuando que espera "não ser preterido" e que o processo de escolha da chapa não sofra "direcionamento" prévio.
Bastidores e Pressão de Prefeitos
A inquietação com a configuração da chapa não se restringe a Gaguim. Informações de bastidores indicam que a viabilidade de uma chapa com três nomes ao Senado — em vez de dois, como é a praxe eleitoral — está sendo duramente questionada pela base municipalista.
Até a tarde desta quarta-feira, 1º, o pré-candidato já teria recebido mais de 40 ligações de prefeitos de todo o Estado. Os gestores municipais demonstram preocupação com a pulverização de votos e questionam a estratégia política de manter três pré-candidatos competitivos no mesmo grupo, temendo que isso possa comprometer a unidade e a eficiência da chapa nas urnas.
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