A exemplo da pré-candidata ao Governo do Tocantins, Dorinha Seabra (União Brasil), o senador Eduardo Gomes (PL) declarou na quinta-feira, 2, que conta com Carlos Gaguim como candidato ao Senado na corrida eleitoral de 2026, negando rumores levantados após a adesão de Eli Borges ao bloco de Dorinha.
Sobre a filiação de Eli Borges ao Podemos, com apoio de Wanderlei Barbosa, e a possível saída de Gaguim desse bloco, Gomes afirma que são “pretensões naturais,” que ocorrem “no momento da filiação, mas se efetivam no momento da convenção”.
Quanto às pretensões de Gaguim, Gomes afirma que “o deputado é um dos mais experientes políticos do Tocantins”. “Tem vários mandatos, é muito respeitado, muito persistente e tem todas as condições para o cargo que ele desejar”, respondeu o senador quando questionado sobre possível candidatura de Gaguim para o governo, ou fora do bloco liderado por ele e Dorinha.
“Jogando no mesmo time, a gente pretende discutir da melhor forma possível qual vai ser a alternativa lá no dia 4 de agosto. Daqui pra lá, todo mundo vai conversar, vai tentar buscar o melhor espaço”, destaca Gomes, que analisa: “Existem várias possibilidades, desde que a gente discuta com respeito, com consciência de que há um projeto maior”.
Reforço em Araguaína?
Outro nome que pode chegar ao partido liderado por Eduardo Gomes é o do ex-prefeito de Araguaína, Tiago Dimas, eleito o deputado federal mais votado do Tocantins nas eleições de 2018.
“Tiago Dimas é um grande amigo, a partir disso, qualquer decisão dele vai ser muito respeitada. Eu, como presidente do PL, não convidei o deputado. Nós não temos nenhuma coisa concreta com relação a isso”, garante Gomes.
PL na corrida presidencial
Primeiro vice-presidente do Senado, presidente da Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD) e líder do PL na casa, Eduardo Gomes avaliou, em entrevista exclusiva ao T1 Notícias, a disputa pela presidência da República e apontou um contexto mais favorável a candidaturas menos extremistas.
Gomes reconhece vantagem momentânea para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas considera a polarização persistente. “Quem está no governo tem, evidentemente, a vantagem de mostrar o que está realizando e o que pretende realizar. Acontece que a população brasileira está bem dividida”, disse.
Para o senador, outros quadros com capacidade de disputa devem ser apresentados até agosto, mas a preferência do eleitorado brasileiro não foge de coalizões amplas, tanto à esquerda quanto à direita.
“As pesquisas mostram que outras alternativas ainda não movimentaram o eleitorado, que está bem concentrado entre centro-esquerda e centro-direita. Tudo indica, pelos especialistas e leituras de pesquisa, que isso deve permanecer até a eleição”, analisa o senador.
Sobre o apoio de seu partido a Eduardo Bolsonaro para a presidência e a afirmação de Ronaldo Caiado como pré-candidato à presidência pelo União Brasil, Gomes disse: “Não sei exatamente qual é a briga deles. Sei que a gente (PL) vai tratar o governador Ronaldo Caiado com respeito, e tenho certeza que ele vai fazer a mesma coisa com todos aqueles que estão na nossa coligação”.
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