Mantoan defende PL que institui enfrentamento à violência política contra a mulher

Mantoan afirmou que a violência política de gênero “não começa com agressão física, mas com o desrespeito, com o constrangimento e com a tentativa de anular trajetórias femininas

Crédito: Dicom Aleto

“Não existe democracia forte onde mulheres são enfraquecidas”, afirma Eduardo Mantoan ao defender projeto contra violência política de gênero.

 


O deputado estadual Eduardo Mantoan fez um discurso contundente na tribuna da Assembleia Legislativa ao defender o Projeto de Lei nº 24/2025, de sua autoria, que institui a Política de Enfrentamento à Violência Política contra a Mulher no Estado do Tocantins..

 



Em uma fala marcada por forte carga emocional e posicionamento institucional, Mantoan afirmou que a violência política de gênero “não começa com agressão física, mas com o desrespeito, com o constrangimento e com a tentativa de anular trajetórias femininas”.

 



Durante o pronunciamento, o parlamentar trouxe o debate para uma dimensão pessoal ao mencionar o episódio envolvendo sua esposa, a ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, que, segundo ele, foi destituída de função partidária “sem diálogo, sem respeito e sem reconhecimento institucional”.

 



“Não se trata de partido. Trata-se de postura. Quando uma mulher é desconsiderada dessa forma, o recado não é individual — é coletivo”, afirmou.

 


O deputado destacou que o projeto estabelece definições claras sobre o que configura violência política contra a mulher, cria mecanismos de prevenção, denúncia e monitoramento e reforça o direito à participação política plena, livre e respeitosa.

 



Para Mantoan, a aprovação da proposta representa um marco institucional no Estado.

 



“A democracia não pode ser instrumento de intimidação. Divergência se faz com argumento. Liderança feminina não é concessão — é conquista”, declarou.

 


Ao encerrar sua fala, o deputado deixou uma mensagem que ecoou no plenário e deve ganhar repercussão além dele:

 


“Não existe democracia forte onde mulheres são enfraquecidas. E toda vez que tentam calar uma mulher na política, é a própria democracia que é violentada.”

 


O Projeto de Lei nº 24/2025 segue em tramitação na Assembleia Legislativa.

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