Na Aleto, Cayres volta a negar rixa com Wanderlei e destaca “divergência necessária"

Em plenário na Assembleia Legislativa, antes de anunciar oficialmente sua ida para o MDB, Amélio Cayres nega rumores de rixas políticas e enaltece “palanques divergentes”

"Há necessidade dessa divergência", diz Cayres ao trocar Relublicanos por MDB
Descrição: "Há necessidade dessa divergência", diz Cayres ao trocar Relublicanos por MDB Crédito: Clayton Cristus / Dicom Aleto

“Tempo de bacuri é tempo de bacuri, tempo de manga é tempo de manga”, assim se pronunciou Amélio Cayres, presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins (Aleto), na tribuna do plenário da casa legislativa.
 

No dia em que filia-se oficialmente ao MDB, deixando o Republicanos do atual governador Wanderlei Barbosa, e em exercício parlamentar, Amélio avaliou sua atuação política nos últimos anos e mais uma vez rechaçou qualquer rumor de rixa com o chefe do Executivo.

 

Na conta de Cayres, “57 prefeitos, mais de 50 vice-prefeitos, 400 vereadores” formam a base que ele deixou para o Republicanos. “No meu reduto eleitoral (Bico do Papagaio), quase 20 nomes, dentre eles foram eleitos 11 prefeitos, e todos estão felizes nesse partido”, garante.
 

“Também deixo aqui a minha gratidão, meus agradecimentos ao nosso Republicanos através do nosso presidente regional, governador Wanderlei Barbosa”, disse Cayres ainda na tribuna, onde voltou a sugerir um embate amistoso na corrida eleitoral tocantinense em 2026.

 

Em manifestação de apoio a Wanderlei, o deputado Eduardo Fortes (PSD) questionou Cayres: “Qual governador fez mais pelo estado do Tocantis?” que foi prontamente respondido pelo presidente: “Pois não deputado! Fez muito, mas temos que olhar quem tem condição de fazer muito mais”.

 

Quanto à sua ida ao MDB, para ser candidato a vice-governador na chapa de Vicentinho Jr. (PSDB), Amélio afirma: “Os palanques serão diferentes, divergentes. Mas há necessidade dessa divergência”.

 

Amélio pronunciou-se ainda sobre sua insatisfação com a quebra de uma tradição da política no Tocantins, onde novos governadores sempre partem da Assembleia Legislativa para o Palácio Araguaia.

 

“Entendo que a Assembleia Legislativa em nenhum momento pode estar fora da discussão do destino desse estado”, destaca Cayres, que ressalta: “Com todo respeito aos meus adversários, não concordo que o projeto do Tocantins seja discutido à beira dos Lago Paranoá, nas luzes amarelas de Brasília”.

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