Parte do rebanho do agropecuarista Clóvis Veloso Freire encontra outra alternativa para fugir da seca, que assola o Estado. O envio dos animais terá novo destino: 600 reses partirão da fazenda em Bom Jesus, região Agreste Potiguar, para os pastos no Maranhão. O agropecuarista buscava na Justiça o direito de enviar 800 animais para o Estado do Tocantins, que foi negado, liminarmente, pelo Superior Tribunal de Justiça, na última sexta-feira, 26.
A negociação com o estado nordestino, explica o pecuarista, foi tomada antes mesmo do STJ acatar o pedido de antecipação de tutela, formulado pelo Estado do Tocantins, e manteve liminar do Tribunal Regional Federal da 5ª Região que impedia o trânsito do rebanho. Clóvis Veloso tomou conhecimento da negativa da Justiça pela imprensa.
Pelo menos 45 animais já saíram do Estado com destino a uma fazenda maranhense, arrendada por 12 meses pelo pecuarista, ao custo de R$ 100 mil. “Esta foi a solução mais viável, em meio a urgência, que encontrei quando perdi a primeira vez na Justiça”, conta.
O Maranhão e o Rio Grande do Norte estão no mesmo status de área de risco médio de circulação da febre aftosa, o que facilita o trânsito dos animais, sem a necessidade de quarentena. O pecuarista esclarece que para o transporte, nesse caso, é exigido apenas os exames para brucelose e tuberculose, além da emissão da guia de transporte de animais (GTA), emitida pelo Idiarn. Os carregamentos de gado, serão feitos semanalmente.
Na semana passada, o juiz da 5ª Vara Federal, Ivan Lira de Carvalho, autorizou a transferência do rebanho diante do risco de morrer de fome por causa da seca. Na determinação, o juiz observou que a fazenda do agricultor foi inspecionada em 14 de fevereiro, por técnico do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte, onde foi comprovado que o rebanho ali alojado está “indene da aftosa”.
Com informações do Tribuna do Norte
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