A audiência sobre o caso Micael Asafe está marcada para o próximo dia 23 de setembro, às 9h30 no fórum de Araguaína. A ação judicial por danos morais é movida por Sidney Barbosa, pai de Micael, contra a médica e o médico que teriam realizado o diagnóstico errado e contra a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araguaína, onde ele foi atendido. O Ministério Público vai acompanhar a audiência.
O adolescente foi diagnosticado na UPA com virose e depois com suspeita de apendicite quando na verdade ele tinha meningite bacteriana. O diagnóstico correto foi dado no Hospital Regional de Araguaína (HRA) quando Micael já não tinha mais os movimentos das pernas.
Asafe ficou internado por 12 dias. No dia 2 de junho de 2014 deu entrada no HRA e com o diagnóstico de meningite foi transferido para o Hospital de Doenças Tropicais (HDT) e com a piora no seu estado de saúde, no dia 3, foi solicitada transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e somente no dia 5 foi transferido para a UTI do HRA, segundo informou, na época, a Secretaria de Saúde. Lá ele ficou até dia 14 de junho quando não resistiu e veio a falecer.
Na época Sidney Barbosa contou ao T1 que buscou a justiça tendo em vista que precisa saber o que aconteceu e segundo ele “tem muita coisa vaga nessa história”.
Procurado pelo Portal, Sidney disse que nesses um ano e três meses após a morte de seu filho espera que a justiça seja feita. “Falei diversas vezes que meu filho não podia esperar e não era ouvido”, disse comovido o pai ao ressaltar que “não deseja isso para a família de ninguém”.
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