A Prefeitura de Palmas iniciou o acolhimento provisório de cerca de 15 famílias desalojadas do Setor Fumaça, após o cumprimento de uma ordem judicial de desocupação nesta semana. A superintendente de Proteção Social Básica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), Maria Cecília Marques, esclarece que as equipes identificaram o grupo em situação de vulnerabilidade após visitas técnicas e, agora, trabalham na transferência dessas pessoas para um abrigo municipal com infraestrutura adequada.
A gestora informa que, inicialmente, o município recebeu uma lista com 70 famílias, mas o diagnóstico social apontou 15 núcleos com necessidade real de amparo pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas). No momento, os beneficiários recebem suporte com alimentação e orientações em um centro esportivo na Arno 41 (403 Norte).
A superintendente de Proteção Social Especial, Marlucy Albuquerque, destaca que a gestão municipal também está agilizando os trâmites para a concessão do aluguel social. Ela explica que o benefício financeiro temporário é voltado especificamente para casos de vulnerabilidade comprovada e situações de falta de domicílio inesperada. "Estamos acompanhando de perto e orientando as famílias sobre a disponibilidade de alojamento e os benefícios eventuais", reforça a superintendente Marlucy.
Entre as pessoas assistidas está Deusivane da Silva Oliveira, de 29 anos, que vivia na ocupação há seis meses com o marido e três filhas. Ela relata que a família buscava a casa própria após morar de favor na região do Água Fria e que as orientações recebidas no centro de acolhimento trouxeram mais tranquilidade para os próximos passos.
A ação de apoio e monitoramento, que começou na última quinta-feira, 16, conta com o suporte da Guarda Metropolitana e da Defensoria Pública Estadual. O aluguel social segue disponível como mecanismo de proteção para garantir a sobrevivência das famílias em situação de risco ou perda circunstancial de moradia.
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