Associação pede afastamento de comandante após denúncias de casos de abuso sexual

Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins pontuou que se tratam de ações contrárias de "um militar que tem interesses políticos e pessoais em macular o nome da instituição"

Após denúncias de casos de abusos sexuais dentro do Corpo de Bombeiros do Tocantins serem expostas, em outubro deste ano, e uma pesquisa da Associação de Mulheres Policiais do Tocantins, com auxílio da Federação das Associações de Praças Militares do Estado do Tocantins (FASPRA-TO), revelarem dados alarmantes, um pedido de afastamento do comandante, coronel Reginaldo Leandro da Silva, foi protocolado pela Associação como parte de um oficio que já havia sido protocolado no Ministério Público Estadual, solicitando investigações sobre um suposto abuso de poder na corporação. Após as denúncias serem reveladas, o presidente da Federação, foi submetido a inquérito militar, segundo informações da Associação.

 

As informações contidas na pesquisa foram repassadas em uma coletiva à imprensa, no final de outubro. Os dados revelaram que, de um total de 520 militares, 183 responderam ao questionamento, realizado de forma anônima. Do participantes da enquete, 62% dos servidores informaram que já sofreram algum tipo de assédio moral, como violência psicológica. Outros 11% disseram que sofrem ou já sofreram algum tipo de assédio sexual, sendo a maioria das vítimas mulheres.

 

Corpo de Bombeiros cita “interesses em macular” o nome da instituição

 

Em nota enviada ontem ao T1 Notícias, o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) informou que o comando “não pode permitir que ações contrárias aos encaminhamentos legais, que devem ser precedidos de denúncia indicativa de vítima e autoria, sejam realizadas aleatoriamente por um militar que tem interesses políticos e pessoais em macular o nome da instituição, para assim, atingir o comando geral”.

 

Destacando que os Bombeiros são uma instituição de grande prestígio e reconhecimento pelo serviço que presta à sociedade, e por ter, em seus quadros, homens e mulheres de alto valor e compromisso social, o órgão ainda pontuou que “a situação é séria e por se tratar de crime, não cabe pesquisa de WhatsApp com link que qualquer pessoa entraria e votaria quantas vezes quisesse”.

 

O comando ainda informou que se ocorreram ou se vierem a ocorrer casos de abusos, a gestão “além do dever ético e legal, tem total interesse em apurar”. Na nota, o órgão esclarece que até o momento, a corporação não teve acesso aos dados da pesquisa e que “não recebemos notificação de órgãos de controle externo a respeito do caso, nem tampouco, houve registro de denúncias junto aos órgãos internos. Assim, reafirmamos o nosso compromisso em apurar com rigor as notícias de fatos ilícitos que cheguem ao nosso conhecimento”.

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