O funcionamento adequado do sistema público de abastecimento de água potável e de esgotamento sanitário depende de algo que acontece antes mesmo da você pensar em abrir uma torneira: a instalação correta das tubulações dentro dos imóveis. E para que o sistema opere com total regularidade, é preciso entender que, em cada casa, devem existir três redes distintas: a de água potável, a de esgoto e a de água de chuva (pluvial).
Água e Esgoto: da torneira ao ralo em caminhos opostos
A água potável só chega às torneiras quando há uma conexão segura entre a rede pública de abastecimento e a rede interna do imóvel. Essa ligação, executada pela concessionária junto à caixa padrão onde fica o medidor (hidrômetro), é totalmente isolada de qualquer outra tubulação para garantir que a água tratada (potável) mantenha sua qualidade.
Após o uso, essa “água usada” que sai pela pia (cozinha e ou banheiro), chuveiro, vaso sanitário e tanque de lavar roupas já se tornou esgoto. E a tubulação que direciona o esgoto (água usada) deve seguir, exclusivamente, para a rede de coleta da concessionária, onde será levada para o necessário tratamento, antes de ser devolvida limpa para os rios.
Esgoto x Água da Chuva: sistemas diferentes para fins distintos
Um problema ainda muito comum e prejudicial à toda cidade é o uso da rede de coleta de esgoto (água usada) para escoar a água da chuva (vinda do telhado, calhas e ralos de quintais). As tubulações de coleta de esgoto são dimensionadas para receber um volume específico da água usada que sai de cada imóvel, em geral tem cerca 15cm de diâmetro. Já a água da chuva precisa ser direcionada para o Sistema Público de Drenagem Pluvial, que pode ser através de tubulações de grandes diâmetros (30 cm, 50 cm, ou até maiores que 1,50 mts) ou também escoadas pelas sarjetas e meios-fios das calçadas.
Água de Chuva nunca pode ser conectada junto com o Esgoto Coletado!
Quando isso ocorre de maneira indevida e irregular, o sistema de coleta de esgoto sobre imensa sobrecarga. O resultado dessa sobrecarga é verificado com danos severos, rompimentos de tubulações, extravasamentos da água de chuva em excesso dentro da tubulação de esgoto nas ruas e, em casos mais críticos, o retorno dessa água para dentro das próprias residências pelos ralos e vasos sanitários.
Saneamento: um compromisso coletivo
Segundo o gerente de operação da BRK/Saneatins, Bruno Gravatá, o saneamento é uma responsabilidade coletiva que começa dentro de cada imóvel. “Atenção a vazamentos, limpeza da caixa d’água e manutenção da caixa de gordura são ações simples que evitam transtornos para os moradores e garantem o bom funcionamento do sistema em toda a região”, destaca.
A ligação correta das redes, o uso consciente de água e a separação rigorosa entre esgoto e água de chuva são atos de cidadania. Quando o consumidor faz a sua parte, o sistema de saneamento opera em sua capacidade máxima, preservando o meio ambiente, valorizando os imóveis e garantindo mais saúde e qualidade de vida para toda a população.
Nota: A BRK/Saneatins é a concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto do município. Os serviços de drenagem, que contempla manutenção das galerias pluviais (água de chuva), são de responsabilidade da Administração Municipal.
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