Equipes municipais debatem Serviço de Família Acolhedora em Palmas

Treinamento promovido pela Setas busca alinhar fluxos e qualificar o atendimento a crianças e adolescentes em situação de risco no Tocantins

Crédito: Carlessando Souza/Governo do Tocantins

Teve início nesta quarta-feira, 27, o treinamento voltado ao aprimoramento das equipes técnicas que executam os Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora para Crianças e Adolescentes nos municípios do Tocantins. A capacitação segue até a sexta-feira, 29, no auditório do Quartel do Comando Geral (QCG) – localizado na Avenida LO-05, Quadra AE 304 Sul, Lote 02, na capital. As atividades ocorrem em dois períodos: das 8h às 12h e das 14h às 18h.

 

O que é o Serviço de Família Acolhedora?

Integrante da Proteção Social Especial de Alta Complexidade, o serviço consiste no acolhimento provisório de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por determinação judicial, devido a situações de risco ou violação de direitos.

 

Em substituição ao modelo de acolhimento institucional, a modalidade permite que esses jovens fiquem temporariamente na residência de famílias que foram previamente cadastradas, capacitadas e que recebem o acompanhamento de uma equipe técnica. A medida visa garantir proteção, cuidado individualizado e convivência familiar durante o período de afastamento.

 

A iniciativa é promovida pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho e do Desenvolvimento Social (Setas). Segundo a secretária da pasta, Cleizenir Divina dos Santos, que participou da abertura, o fortalecimento desse serviço nos municípios é prioridade na agenda de Proteção Social Especial do Estado.

 

“A iniciativa é fundamental para alinhar fluxos, fortalecer a atuação municipal e assegurar a oferta de serviços com qualidade, padronização e segurança técnica”, declarou a secretária, ressaltando o compromisso com a qualificação da rede socioassistencial.

 

Estrutura das equipes e programação

A programação conta com exposições sobre os Serviços de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, abordando definições, benefícios, público-alvo e a temporalidade do acolhimento.

 

Alynne Ferreira, técnica de Referência da Alta Complexidade da Setas, destacou que a complexidade do trabalho com as famílias de origem, as famílias acolhedoras e os jovens exige que as equipes municipais estejam completas, formadas por: coordenador; assistente social e psicólogo.

 

Investir nessa formação garante que o público atendido receba um "acolhimento individualizado, afetuoso e humanizado", conforme apontou a gerente de Proteção Social Especial da Setas, Ruth da Silva Sampaio.

 

Participação dos municípios

Atualmente, o Tocantins possui 22 serviços municipais em atividade. O evento reúne gestores, assistentes sociais, psicólogos, técnicos da assistência social, referências da Proteção Social Especial, conselheiros e secretários municipais. Profissionais de diferentes localidades relataram suas realidades frente ao serviço:

 

Mateiros: Carlos Eduardo Oliveira Santos, representante do Conselho Tutelar há dois meses, destacou o valor do encontro para o seu aprendizado.

 

São Salvador: A assistente social Maria de Fátima Herculano da Silva explicou que atua há pouco mais de um ano e que o município busca adquirir conhecimento para cadastrar suas primeiras famílias acolhedoras.

 

Miranorte: Ivonete Marinho, assistente social com dois anos de atuação, explicou que a equipe atuava apenas com o guia digital e que a capacitação expande as possibilidades de aprendizado.

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