Estado avança na entrega de Centros de Comércio Popular no Tocantins

Projeto da Sics prevê mais de 600 boxes em 41 municípios; primeira unidade com dez pontos comerciais foi inaugurada em Santa Tereza do Tocantins

Centro de Comércio Popular entregue em Santa Tereza
Descrição: Centro de Comércio Popular entregue em Santa Tereza Crédito: Antônio Gonçalves/Governo do Estado

O Governo do Tocantins está avançando na estruturação e implantação dos Centros de Comércio Popular em diferentes regiões do estado. Coordenada pela Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics) e pelo Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), a iniciativa prevê a instalação de mais de 600 boxes comerciais distribuídos em 41 municípios tocantinenses, atuando em parceria direta com as prefeituras locais.

 

 

O governador Wanderlei Barbosa ressalta que o projeto cumpre um papel estratégico de inclusão produtiva. “Estamos criando oportunidades para que pequenos empreendedores tenham um espaço adequado para trabalhar, comercializar seus produtos e ampliar a renda familiar”, pontuou. De acordo com a gestão estadual, o plano de execução aponta que parte das estruturas já está em fase de entrega, enquanto o restante segue em etapa final de montagem.

 

 

Santa Tereza do Tocantins recebe a primeira unidade

O município de Santa Tereza do Tocantins foi o primeiro a ter o centro comercial inaugurado, durante as festividades de emancipação política da cidade, no último dia 29 de maio. Localizada na Rua Mato Grosso, a unidade conta com dez boxes projetados para o comércio popular, além de ter recebido intervenções de revitalização e melhorias urbanísticas no entorno para atrair consumidores.

 

 

Para o secretário da Sics, Milton Neris de Santana, os centros funcionam como indutores da economia de bairro. “São espaços destinados aos pequenos empreendedores para que possam desenvolver suas atividades com mais estrutura e dignidade”, explicou o gestor, reforçando o foco do programa na geração local de emprego e renda.

 

 

Impacto real no faturamento das famílias

A entrega das estruturas físicas atende, prioritariamente, trabalhadores autônomos que enfrentavam dificuldades para arcar com os custos de locação de um ponto comercial privado. O impacto social da medida é avaliado diretamente pelos novos permissionários:

Início de atividade: A lavradora Maria Edilene Santos Silva, uma das contempladas em Santa Tereza, vai utilizar o boxe para a venda de pastéis e hortaliças. “Esse espaço vai melhorar muito a minha renda e minha qualidade de trabalho. Esse projeto ajuda pessoas que muitas vezes não teriam condições de ter um ponto”, relatou.

Prestação de serviços: O técnico Mário Júnior Rocha Amorim usará o local fixo para realizar assistência técnica de celulares e venda de acessórios eletrônicos. “Eu sempre sonhei em ter um local fixo para trabalhar. Agora vou ter mais visibilidade para mostrar meu trabalho”, comemorou.

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