O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou à Justiça um homem acusado de cometer estupro e cárcere privado contra uma estudante dentro do campus da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Miracema. O crime — ocorrido no dia 12 de março de 2026 — teria acontecido dentro do prédio administrativo da instituição, logo após o término das aulas.
Em nota oficial encaminhada ao T1 Notícias, a Universidade Federal do Tocantins informou ter conhecimento do caso e assegurou que adotou as providências cabíveis para o acolhimento da vítima e o encaminhamento aos serviços de apoio.
A denúncia
De acordo com a 1ª Promotoria de Justiça de Miracema, a vítima foi abordada pelo acusado por volta das 22h20. Conforme os autos, o denunciado trancou a porta do local e, mediante violência, impediu a saída da estudante para praticar o ato sexual sem consentimento. O promotor Rodrigo de Souza apontou que ambos mantiveram um relacionamento anterior por dois anos, encerrado devido ao comportamento possessivo do acusado.
O investigado, que chegou a enviar mensagens para a vítima enquanto ela prestava depoimento, responderá pelos crimes de estupro (por duas vezes) e cárcere privado, com a aplicação da Lei Maria da Penha.
Falhas de segurança e providências
O inquérito policial apontou falhas na segurança da UFT que podem ter contribuído para a consumação do crime. Diante disso, o MPTO requisitou providências imediatas à direção do campus, incluindo o controle rigoroso do uso de chaves das dependências; implantação de sistema de monitoramento eletrônico; adoção de protocolos específicos para casos de violência; e treinamento contínuo para a equipe de vigilância.
Posicionamento da UFT
A UFT informou, na nota, que instaurou procedimentos administrativos para a apuração rigorosa dos fatos e que colabora integralmente com as autoridades policiais e judiciárias. Sobre a segurança, a UFT afirmou ter intensificado medidas de aprimoramento nos campi para fortalecer os mecanismos de prevenção e controle e reafirmou não tolerar qualquer forma de violência em sua comunidade acadêmica. Por questões de sigilo e respeito à vítima, a universidade ressaltou que não divulgará detalhes adicionais sobre os trâmites legais neste momento.
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