Nesta quinta-feira, 23, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) participou do Seminário Marco Zero do Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), realizado no auditório do Sebrae. Realizado pelo Governo do Tocantins, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), o seminário evidencia pesquisas com potencial de impacto direto na vida da população, ao aproximar a produção científica das demandas reais do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro reúne pesquisadores, gestores, comunidade acadêmica e instituições parceiras para discutir propostas voltadas aos principais desafios da saúde pública no estado.
Durante o evento, o presidente da Fapt, Gilberto Ferreira Santos, destacou que “o seminário reúne projetos selecionados por edital com foco na solução de desafios do SUS no estado. A atuação conjunta entre Academia, governo, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde fortalece a produção científica voltada às necessidades locais, com potencial de impacto direto na população e melhoria da qualidade e humanização do atendimento em saúde”.
A abertura contou com a presença de representantes da SES-TO, Ministério da Saúde e do CNPq, para reforçar a articulação entre as instituições envolvidas no fortalecimento da pesquisa aplicada à saúde pública.
Ao representar o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, a diretora da Escola Tocantinense do Sistema Único de Saúde (Etsus), Raimunda Fortaleza, destacou que “a parceria com instituições de pesquisa, especialmente a Fapt, é fundamental para o desenvolvimento de soluções alinhadas às necessidades do SUS. O núcleo de pesquisa da Etsus tem papel estratégico na articulação dessas ações, contribuindo para transformar conhecimento científico em resultados concretos para a população e fortalecer iniciativas que promovam melhorias na saúde pública”.
A programação inclui a apresentação de projetos em áreas estratégicas, como atenção oncológica, segurança do paciente, arboviroses, saúde de comunidades quilombolas e indígenas, reabilitação pulmonar, nutrição materno-infantil e cuidado clínico.
Na ocasião, a assessora técnica do Núcleo Estadual de Gestão e Estratégia da Segurança do Paciente (Negesp), Gisele Luz, apresentou o projeto Notifica Saúde Tocantins, que propõe a criação de um sistema único para registro de eventos adversos nos hospitais do Tocantins. “A iniciativa visa integrar informações atualmente fragmentadas, permitindo o monitoramento em tempo real e a adoção de decisões mais assertivas, com foco na redução de riscos e na melhoria da qualidade da assistência”, ressaltou.
O professor e pesquisador Raphael Pimenta também apresentou uma pesquisa voltada a comunidades quilombolas do Tocantins, com o objetivo de identificar os principais problemas de saúde e subsidiar políticas públicas. “A proposta inclui ainda ações de geração de renda, valorização de saberes locais e uma abordagem multidisciplinar, com atendimentos de saúde, apoio jurídico e avaliação nutricional. O PPSUS contribui para aproximar a pesquisa científica da população e garantir a aplicação prática dos resultados no SUS.”
A coordenadora-geral de Evidências e Pesquisa em Saúde, Patrícia de Campos Couto, acrescentou que “o PPSUS descentraliza investimentos para pesquisas alinhadas às realidades locais e aproxima ciência e gestão. O seminário Marco Zero contribui para alinhar os projetos às demandas do SUS, ampliando as chances de aplicação dos resultados, com participação essencial da gestão desde o início”.
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