Com a greve geral dos servidores estaduais marcada para iniciar no próximo dia 9 de agosto os sindicatos e associações que integram o Movimento de União dos Servidores Públicos Civis e Militares do Estado do Tocantins (Musme-TO) iniciaram as mobilizações na manhã desta quinta-feira, 4. Além disso, as escolas da rede estadual estão fechadas hoje devido a uma paralisação dos professores no Tocantins. A greve será deflagrada caso o governo do Estado não chame as categorias para negociar o pagamento da data-base de 2015 e 2016.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sisepe), Cleiton Pinheiro, informou ao T1 Notícias, os cinco maiores sindicatos do Tocantins realizam assembleias nesta quinta, sexta-feira, 5, e segunda-feira, 8, para ratificar a greve já aprovada em assembleia no dia 11 de junho. “O governo trancou a pauta, não quer negociar. O Sintras e o Sintet realizam asssembleia na tarde de hoje. O Sisepe e o Sinpol realizam amanhã, já o Seet realiza na segunda e todos apontam greve geral”, afirmou Cleiton.
Ainda de acordo com o sindicalista, na assembleia de amanhã o Sisepe irá entregar o kit greve composto por colete, adesivo, apito, lista de presença e cartilha informativa sobre o direito e lei de greve para os servidores. “Diferente dos outros anos, a greve desta vez vai ser de outro jeito. Vamos trabalhar com pontos de concentração em todo o Estado. Convocamos para todos os servidores concursados participarem. Vamos entregar o kit greve e intensificar o movimento”, afirmou.
Pinheiro informou ainda que mesmo com a greve os sindicatos permanecem buscando negociar com o governo. A assembleia do Sisepe acontece a partir das 14h desta sexta, na sede do sindicato localizado na quadra 103 Sul, em Palmas.
Última reunião
A última reunião com o Musme e secretários estaduais aconteceu no dia 8 de junho. Na ocasião, o subsecretário da Fazenda, Paulo Antenor da Oliveira informou que o governo não tem condições financeiras para efetuar o pagamento da dívida e manteve a proposta do parcelamento em 28 vezes da data-base de 2015, com o pagamento da primeira parcela já no próximo mês.
Aumentando ainda mais a insatisfação dos integrantes do Musme, o governo não apresentou uma data definida para discutir a data-base de 2016. O subsecretário informou que é necessário esperar fechar as contas do 2º quadrimestre deste ano para então ser discutido como este pagamento será efetuado.
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