A diferença entre antecipar fatos e fazer previsões ou: eu, o Reis e a Mãe Diná

Hoje é sexta-feira, dia aparentemente tranqüilo na política tocantinense. Sendo assim fico à vontade para comentar os últimos fatos que antecipei aqui nesta coluna de opinião, e que revelados sofreram alterações de percurso. Mas nem por isso deixaram...

Santo Valtênis que não me deixa mentir. São Gerônimo, muito obrigada! Começo este artigo de sexta-feira com irreverência depois de ler matéria da Maria José no Conexão, em que Valtenis Lino da ATM, ex-futuro coordenador de prefeitos na campanha de Siqueira, confirma umas coisinhas básicas que eu andei dizendo aqui lá atrás, aliás, muito atrás: o acordo para que Reis apoiasse Siqueira que estava feito, era praticamente público, e foi desfeito depois de revelado. Aqui.

Digo isso com a alma lavada, enxaguada, e estendida no varal depois de críticas que li, e algumas respondi no Twitter nos últimos dias. Me acusaram de tanta coisa ultimamente por conta dessa história do Reis, que peço licença a vocês, leitores desta página, para rir. Eu mereço.

Quando publiquei aqui que Reis e mais 11 prefeitos estariam de malas prontas para seguir com Siqueira, publiquei baseado em fatos. Os fatos eram conversas do deputado federal com coordenadores da campanha de Siqueira, em que ele prometia ir e levar seus prefeitos. No artigo eu disse quando aconteceu o encontro, como Reis foi transportado, e qual o combinado.

Dias depois conversando com o governador no Araguaia, o deputado disse a Gaguim que a culpa de toda confusão em torno de seu nome, do PMDB, eram inverdades fomentadas por este site. E agora, que feio, restou comprovado que não eram. Numa mesa de bar com amigos palacianos eu me lembro de ter brincado na ocasião: “Sim a culpa é minha, o avião em que ele voou é meu...” Brincadeiras à parte, não é realmente de rir?

Se tivesse ido, ia só: ficando, perde os que mandou

O artigo, uma vez publicado, revelando o acordo que já estava feito (e só por isso publiquei) provocou reações. A primeira veio dos prefeitos da base de Reis. Estes deixaram claro, também aqui, que se o deputado fosse, ia sozinho. Ou seja, ele não tinha o que prometia ter. Mas ainda assim seria um ícone e tanto na campanha adversária ao governador. Afinal, presidente do PMDB não é coisa pouca.

Por outro lado, Reis passou a sofrer naturais cobranças e pressões por parte dos peemedebistas de alto escalão, e foi questionado pelo governador com argumentos mais ou menos assim: "como assim Osvaldo? Eu sempre te apoiei, você me lançou candidato e agora vai-se embora sem prefeitos, perder a eleição do lado de lá?"Seja lá o que mais foi dito, ou feito, o fato é que revelado o acordo antes que o próprio Reis o anunciasse, o deputado presidente voltou atrás.

Não honrou o acordo feito e deixou "na chapada"seus companheiros que mandou na frente para o grupo Siqueirista, preparar sua chegada. Valtenis Lino (PMDB) e Gerônimo Cardoso (PMDB). Como também publicou o Portal CT, em destaque.

Mas até a manhã desta sexta-feira, 6 de agosto, para muitos que não entendem o processo jornalístico de ouvir, depurar, conferir e publicar uma informação antecipada, a errada na história toda era eu. Até de Mãe Diná me chamaram por aí. No twitter, terra virtual onde prosperam anônimos, fakes e apaixonados de toda sorte, tentaram desqualificar este site, dizendo que faltaria credibilidade “às previsões” feitas aqui, eram furadas.

Então, humildemente corrijo os detratores: não foram previsões, foram furos mesmos. A quem serviram não me interessa, uma vez que foram servidos como prato quente primeiro aos meus leitores. Estes que têm todo o direito de ser bem informados. Notícia velha não interessa. O que me move é o que está nos bastidores, ainda por ser revelado. É o que faz a diferença.

Sendo assim, Reis que me perdoe os trocadilhos, afinal não tenho e nunca tive nada contra ele, que já prestou grandes e bons serviços ao Bico. Boa sexta a todos! Nesta como em todas, eu me vesti de branco. Mas ainda assim que bom que ficou claro: não sou a Mãe Diná.

Comentários (0)