Após o registro, primeiro round entre Siqueira e Gaguim será jurídico

Ontem à noite no TRE, imprensa, servidores da justiça e alguns populares que apareceram por lá no momento do registro das candidaturas pelos candidatos das duas coligações assistiram a empolgação da militância no momento da largada. Cada claque que a...

O dia final para registro de candidaturas foi utilizado até o último instante pelas duas coligações que levarão o nome de Siqueira Campos (PSDB), que registrou primeiro sua candidatura e de Carlos Gaguim (PMDB), que chegou em seguida acompanhado por uma grande claque.

Desde a manhã a agonia maior era dos deputados com condenação pelo pleno do Tribunal de Contas, incluídos numa lista de inelegíveis protocolada semana passada pelo presidente Severiano Costandrade. Acompanhei de perto o drama pessoal do deputado Stálin Bucar, por exemplo, que vem lutando sem descanso para ser candidato. Primeiro viveu os dias de incerteza se teria legenda no PR, depois se poderia registrar sua candidatura. Registrou. Nos minutos finais, por força de liminar.

O que vem pela frente

Agora serão cinco dias para análise da documentação apresentada pelos diversos candidatos nas chapas proporcionais das duas coligações. Neste período deve ser publicado um edital, abrindo a possibilidade de impugnação de candidaturas. É nesta fase que cada coligação vai buscar “cassar” dentro da outra, nomes que consideram símbolos de corrupção ou ilegalidades cometidas.

Ao que tudo indica, dando prazo para análise de todos os processos, e computando aí recursos ao TSE, só em agosto teremos certeza de quem realmente poderá ir até o fim na disputa. Até lá, o que prevejo é muita luta de alguns para manter seus nomes no páreo, enquanto tenta conquistar a confiança do eleitor.

Gaguim e Marcelo serão questionados

Pelo que ouvi nos últimos dias, as candidaturas do governador Carlos Gaguim e do candidato a Senador, Marcelo Miranda serão questionadas. O ex-governador por motivos óbvios: seus adversários tentarão inviabilizá-lo eleitoralmente por causa da cassação.

Dos motivos para tentar cassar o registro do governador Gaguim, já ouvi tudo. Desde a distribuição de bicicletas, suspensa por força de liminar, à exposição de motos em praça pública no dia da convenção, e até um questionamento sobre a impossibilidade de que ele possa ser candidato à reeleição.

Isto, por que alguns advogados da Tocantins Levado à Sério defendem que Gaguim já foi governador duas vezes. A primeira nos trinta dias de interinidade. E a segunda no mandato tampão. Por esta lógica, já teria disputado a reeleição. Parece um argumento esdrúxulo à primeira vista. Mas na justiça, vale tudo para tentar demonstrar um ponto de vista.

A partir desta terça-feira o eleitor tocantinense começa a conviver com os carros de som pelas ruas, toda sorte de propaganda política, e também de contra propaganda. Mas os dias de julho serão dedicados este ano, mais que à correria de sempre em período eleitoral. Vamos assistir aos embates jurídicos mais fortes do que nunca numa campanha política.

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