Um silêncio total tomou conta do discurso dos pré-candidatos ao governo do Estado, da base do governo Lula, na imprensa nos últimos dias. O prefeito Raul Filho (PT), cuja estrela tem brilhado entre os prefeitos nas reuniões das quais participa no interior, ficou fora de combate na última semana com a tragédia que se abateu sobre sua família, com o acidente náutico que vitimou dois amigos próximos: Arnaud Rodrigues e o motorista, Kiko.
O senador João Ribeiro(PR) recolheu sua pré-candidatura ao governo depois das movimentações da Caravana de Gaguim, em que ficou nítido que o PMDB prefere trabalhar o nome do governador à reeleição. E o próprio governador, depois da polêmica entrevista ao jornal goiano “O Popular”, parou de falar em sucessão.
Do outro lado, decidido e na liderança das intenções de voto, corre o ex-governador Siqueira Campos (PSDB), “varrendo pra dentro”. A senadora Kátia Abreu (DEM), por sua vez, reafirmou sua pré-candidatura a governadora em coletiva à imprensa no dia do lançamento do seu livro em Palmas. E segue nos bastidores costurando alianças. Agora com o aceno positivo do presidente do PMDB, deputado Osvaldo Reis, de público.
Gaguim no centro das decisões
Na bolsa informal de apostas dos bastidores, oito entre dez interlocutores políticos já afirmam que o governador Carlos Gaguim não será candidato. Em Gurupi na semana do carnaval ouvi uma teoria interessante, por mais que pareça esdrúxula. Gaguim sairia do governo em junho, para ocupar vaga do conselheiro José Jamil Fernandes Martins, que estaria prestes a se aposentar.
Nesta hipótese, Eduardo Machado assumiria o governo, e uma grande aliança – mas bota grande nisso – seria feita, consolidando o chapão entre forças historicamente adversárias no Tocantins. Nesta primeira conjectura, o PMDB marcharia com o DEM e o PSDB.
A outra justificativa para que Gaguim não concorra é que ele teria espaço garantido no governo da “presidente” Dilma Roussef, caso ela se eleja. Para tanto, o primeiro passo seria justamente o convite – que segundo contam, já foi feito – do presidente Lula ao governador para que ele seja o coordenador da campanha da ministra na região Norte.
Trafegando livremente na esfera nacional, uma coisa o governador Carlos Gaguim já demonstrou: que tem jogo de cintura, e conquistou seu espaço junto ao presidente. Caso vá coordenar a campanha da ministra, fica evidente que não será candidato ao governo. E aí, há uma boa chance de que o governador apóie o prefeito Raul Filho ao governo. Nesta chapa, os senadores tendem a ser Marcelo Miranda e João Ribeiro. Não é de se ignorar o poder de votos deste trio.
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