Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente: o que tem mais para acontecer que a gente não saiba e nem tenha visto, daqui até 3 de outubro? Digo isto por que não há nada de absolutamente novo no que foi apresentado ontem nos primeiros programas de TV que foram ao ar em horário eleitoral nobre e gratuito pelos partidos.
Que Siqueira fez a gente sabe. Foram três mandatos, dez anos de poder. Os dois primeiros de implantação, mas dois períodos de quatro anos cada para consolidação. Muita obra, mesmo. Asfalto, pontes, escolas, programas sociais. Obra a perder de vista. Tudo bem. Isso o eleitor tradicional já sabe, e o eleitor mais jovem saberá logo na primeira semana.
Que Carlos Gaguim é o novo também está evidente. Dez meses de mandato, situação atípica provocada por uma eleição indireta, capacidade administrativa demonstrada na solução dos problemas emergenciais de governo que recebeu após a paralisação do Estado com o processo de cassação. Este vai precisar de um tempo maior para se apresentar, e convencer.
Na rua, e no embate de idéias
Com um patamar de empate técnico claro nas ruas quando se confronta a história de realizações de um lado, com a possibilidade de fazer demonstrada no comando da máquina, o que há de fazer a diferença? Alguns céticos respondem: dinheiro. Prefiro acreditar em outra tese: a de que dinheiro sozinho não ganha eleição em qualquer uma das duas campanhas.
Lógico, voto é vínculo, e a imensa rede de cabos eleitorais faz diferença. Os votos no interior serão pedidos e conquistados por prefeitos, vereadores, deputados e os “ex” habituados a “cuidar” do seu povo. Traduzindo: aquele que ‘acode” com o gás, a cesta básica, a conta de luz. Mas a maior parte do eleitorado tocantinense está concentrado nos cinco maiores colégios eleitorais do Estado.
Então, por estas e por outras, acredito que o que vai diferenciar os candidatos e pender a balança para qualquer um dos lados é a capacidade de convencimento. Pra mim a diferença estará em duas frentes: no debate, embate de idéias, em primeiro lugar; e no corpo a corpo, em segunda instância, mas não menos importante.
Na TV a pílula é dourada dos dois lados. No debate as mentiras caem por terra diante do confronto. Quem será capaz de conduzir o Tocantins pelos próximos quatro anos, com competência administrativa, e equilíbrio emocional para lidar com as diferenças de pensamento, de posição? É importante ser capaz, e é fundamental ser democrático.
Taí o desafio. Eu, você, e mais de 948 mil eleitores espalhados pelo Tocantins queremos saber: o que muda mesmo nos próximos anos com Siqueira, ou com Gaguim?
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