Com intervenção em Palmas e dividido entre Serra e Dilma, PPS vive fase conturbada

Quase um ano depois da eleição do Diretório de Palmas, a direção regional do PPS, através do deputado Eduardo do Dertins, fez uma intervenção na Capital e pode dissolver o diretório eleito. Com líderes a exemplo do próprio presidente da sigla, e o ex...

O PPS do Tocantins parece um vulcão prestes a explodir. De novo. Isto por que a convivência de personalidades polêmicas e com posições políticas divergentes dentro de uma mesma agremiação pode levar o partido novamente às manchetes de jornais e à exposição pública de suas diferenças.

A confusão começa por Palmas, onde nomes orgânicos do partido, a exemplo de Deocleciano Gomes e Abrão Lima fizeram composição e apoiaram o presidente do metropolitano Délcio Braga. Na guerra de recursos e impugnações de lado a lado, a executiva regional interviu no diretório da Capital, determinando que até o dia 30 cada chapa indique 50% dos membros do diretório.

Na prática, jogou a eleição e a maioria dos votos obtidos por Braga, na lata de lixo. O presidente por sua vez, ameniza, e diz que quer evitar maiores traumas ao partido. “Eu nem estava aqui quando aconteceu a eleição. Eles me indicaram como um nome de consenso”, afirmou.

No lançamento de Serra

A candidata que perdeu as eleições de maio passado, Sara Campos, goza de prestígio junto ao diretório regional. Tanto que é ela quem vai ao evento de lançamento da candidatura de José Serra à presidência no sábado, 10. “Vamos mandar a Sara nos representar”, confirmou Dertins em entrevista mais cedo ao Site Roberta Tum. Questionado ele confirmou que ela é da executiva regional.

Dertins e Sidney com Dilma

Dois pepessistas ilustres confirmaram nesta tarde também ao Site, sua preferência pela candidata do presidente Lula, ex-ministra Dilma Rousseff. Dertins é claro sobre o assunto: “Eu na condição de deputado estadual da base do governador Carlos Gaguim acompanho a decisão dele. Ele está na base do presidente, e o Tocantins precisa de Lula, por isso, fico com ele”.

Buscando também o ex vice-governador Paulo Sidney, ouvi dele que sua inclinação sempre foi a de apoiar a candidata da base de Lula. Afirmando estar afastado das questões nacionais, e ainda permanecer indeciso sobre candidatura este ano, Sidney confirmou que a tendência nacional do PPS é de apoiar Serra.

“Nacionalmente o PPS sempre foi ligado ao PSDB”, lembrou. Distante das discussões, Sidney, assim como Dertins, não confirmaram presença ao lançamento da candidatura de Serra. Segundo o presidente regional, a questão de apoio à candidato a presidência ainda será discutida.

Coligação liberada

Tanto Dertins, quanto Paulo Sidney foram firmes em confirmar ao Site RT que há um acordo verbal com o presidente Roberto Freire no sentido de liberar o PPS Regional a fazer a coligação que lhe convier no estado. “Tínhamos um compromisso feito ainda no ano passado, e eu acredito na palavra do Freire. Este mês deve acontecer uma reunião do diretório nacional, mas quem está à frente deste assunto é mesmo o deputado Eduardo”, afirmou Sidney.

No frigir dos ovos, o que se percebe é que os serristas do PPS ( Braga. Deocleciano, Lima)  estão enfraquecidos no Tocantins. Mas não estão mortos, e nem satisfeitos com o rumo que as coisas estão tomando dentro do partido. Alguns ainda recordam o episódio ocorrido em Porto Nacional, quando Dertins tirou do partido o advogado Valdiney Morais e entregou a sigla ao grupo do deputado Fábio Martins do PDT.

De seqüela em seqüela o PPS pode não chegar tão unido e forte à disputa eleitoral deste ano.

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