De volta à Palmas, Haroldo Rastoldo aguarda notificação sobre lotes e defende legalidade das transações

O procurador Haroldo Rastoldo, que respondeu como Procurador Geral do Estado durante o governo Carlos Gaguim, disse ontem ao site Roberta Tum que não tomou conhecimento do teor das acusações que pesam contra ele na ação proposta pelo Ministério Públi...

De volta ao Estado depois de um período de férias, o ex-procurador geral do Estado, Haroldo Rastoldo falou ontem ao Site Roberta Tum defendendo a legalidade das operações praticadas com o aval da PGE durante a sua gestão. “O que nós fizemos foi regularização fundiária, não foi venda em balcão. Não teve venda em balcão. Não pode ter, é ilegal.”, defendeu-se Haroldo, que pertence ao quadro de procuradores do Estado.

Ele argumentou que pessoas que compraram lotes do Estado e deixaram de pagar, mas ocupavam os imóveis há mais tempo do que o usucapião especial define como direito de posse precisavam regularizar os lotes. “Nestes casos o Estado perderia a área de qualquer maneira. O que nós fizemos foi dar a oportunidade da pessoa pagar e regularizar a situação”, argumentou Rastoldo.

O procurador afirmou que existem casos de lotes em áreas nobres da capital, inclusive na avenida JK, que foram adquiridos, ocupados e não foram pagos pelos adquirentes. As empresas que compraram lotes por preços abaixo dos de mercado, fizeram toda a transação na Secretaria de Indústria e Comércio, sustenta Haroldo Rastoldo. “Minha assinatura foi a última que foi dada nestes processos de compra. Em 99% dos casos, as compras de áreas foram feitas através da lei do Fundo de Desenvolvimento Econômico, e aprovadas pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado”, defende o procurador.

Questionando o Orla S/A

Haroldo Rastoldo estranhou que denúncias de irregularidades em aquisições possam ter partido da empresa Orla S/A, e questionou: “Pergunte ao Sílvio Fróes sobre a Arso 31. Como a Orla recebeu esta quadra, por que em uns casos pode, e em outros não”.

O procurador espera se inteirar nos próximos dias do teor dos questionamentos feitos sobre os atos que praticou com relação à titulação de lotes à terceiros e autorizações para que o Estado desse em pagamento áreas abaixo do preço de mercado.

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