Eduardo defende secretária de saúde e reage a rompimento do Coletivo Somos

Na ocasião, prefeito chancelou o novo modelo de gestão das UPAs e garantiu a eficiência da administração da entidade filantrópica Santa Casa de Misericórdia de Itatiba

Crédito: Carol Azevedo/T1 Notícias

Na noite desta sexta-feira, 12, em coletiva com a imprensa para apresentar a programação oficial do 34º Arraiá da Capital, festa tradicional que celebra a cultura das festividades juninas em Palmas, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), se posicionou pela primeira vez aos jornalistas sobre a Operação Falsa Emergência, a prisão da Secretária Municipal da Saúde, Dhieine Caminski, e sobre o rompimento do Coletivo Somos (PT) com a base da gestão.

 

O prefeito falou à Redação do T1 sobre como recebeu a posição de rompimento do Coletivo com sua base e também a saída do grupo da administração pública da Capital. “Eu fui criado em legislativos, eu assisti a eleição do meu pai com cinco anos de idade para presidente da Câmara Municipal de Colinas de Goiás, no ano de 1965. Eu sei bem o que é oposição e situação, e eu digo sempre: a gente conhece quem são os companheiros em momentos de turbulência. A única coisa que eu disse, muito respeitosamente, é que no plano nacional eles tiveram momentos muito piores do que esse. Com gente de muita grandeza no partido que eles fazem parte, sofrendo muito pior do que está acontecendo com alguém que até agora não me apresentaram uma única prova de que seja culpada. A cobrança que as bases estão fazendo, é a cobrança que a sociedade está fazendo, que também é a cobrança que eu estou fazendo", declarou.

 

Eduardo defendeu ainda o atual modelo de gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital e garantiu a eficiência da administração das Unidades pela entidade. “Para que todos saibam, lá dentro tem remédio à vontade, tem os especialistas e o HGP agradece muito por isso, na ortopedia, na ala da pediatria e só quem é pai sabe, aqui no centro que eu saio para atender um filho meu, como fiz na semana passada, para ir a um pronto atendimento com o plano de saúde, e esperamos 2h30, com uma médica de plantão apenas. O que não é o nosso caso, a gente tem mais, eu acabei esperando por praticamente 3h para o atendimento".

 

Questionado sobre quais são os próximos passos na gestão e se a Prefeitura pretende abrir uma sindicância sobre os servidores para apurar as denúncias, Eduardo respondeu: “Não, não nos cabe. A conduta está clara numa ação popular. Tudo o que é motivo de conduta está lá na ação popular. O que é a conduta? Atos administrativos, certidões [...] Portanto, chegaram a especular um superfaturamento de 800%, porquê de 24 serviços prestados, pegaram apenas o que era pago aos médicos”.

 

Eduardo defendeu também o novo modelo de gestão das UPAs. “Eu não vou insistir com contrato que tenha qualquer defeito. Não há nenhuma razão para isso. Nós vamos repará-los. Se nós tivermos que fazer outro chamamento, nós faremos, mas o modelo seguirá o mesmo, que o modelo deu certo. Com muito pouco tempo, nós temos metas de implantação de serviço, nós não chegamos a 30% dessas metas. E o índice de satisfação é fundamental", declarou.

 

“Vocês estão me dando uma oportunidade muito importante. Porque a primeira pergunta é a seguinte: você não vai demitir? Você não vai punir? Eu pergunto para vocês: vocês conhecem alguém que foi preso e que após a operação não foi indiciado? O que que isso quer dizer? Que foram lá, pegaram alguém, levaram, encarceraram, soltaram, acabaram o inquérito, e essa pessoa não foi sequer indiciada. Quer dizer o quê? Que essa pessoa não tinha nada a ver com isso. Que essa pessoa não devia nada. Então, eu não posso pegar uma profissional em quem eu acredito e jogar a reputação dela lá embaixo para ver alguns poucos se divertirem e dizer o seguinte: "Ela foi exonerada". Eu não encontrei uma razão para demitir a Secretária. Ela tem direito de se defender e ela não o fez ainda”, concluiu.

 

O prefeito afirmou ainda que não teve acesso aos autos do processo e caracterizou a operação como espetacularização. “Eu não tive acesso aos autos. Essa operação não começou no dia da prisão. Ela começou no dia das buscas e apreensões. E eu pergunto a vocês: se alguém é acusado de qualquer maneira e não tem do dia da busca e apreensão até hoje acesso aos autos [...] Que tristeza em ver uma autoridade que tem responsabilidade cometer um erro tão grave, sabe? Ouvi falar em obstrução de justiça. Muitas vezes a pessoa ao se comunicar com outra quando não há uma medida cautelar definida, ela pode estar passível de acontecer. Eu não vou fazer pré-julgamento. Nós temos um processo em andamento administrativo. Tudo o que está questionado lá: ‘Ah, a Santa Casa tem ou não tem certidão negativa para participar do processo?' Está lá no processo. O juiz de origem não concedeu a liminar porque ele não encontrou razões para paralisar um processo que está servindo à população, sendo que ele tem tempo para, no administrativo, recuperar isso. Mas preferiram substituir o administrativo pelo penal para promover esse espetáculo, que para mim, é deplorável", afirmou.

 

 

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