O sonho de consumo de peemedebistas empenhados na candidatura de Carlos Gaguim (PMDB) ao governo chama-se Solange Duailibe (PT), deputada e primeira-dama, ocupando a segunda vaga ao Senado. Sobre a possibilidade de Leomar Quintanilha (PMDB) ceder espaço na majoritária para abrigar o PT, muitos peemedebistas já não fazem segredo (veja artigo sobre o tema).
O fato é que a deputada quer mesmo buscar sua reeleição, e falando mais cedo ao Site Roberta Tum, disse que não vê probabilidade em aliança com o PMDB neste momento. Segundo Solange, o clima no PT é de fortalecimento da pré-candidatura de Paulo Mourão ao governo. “Vamos para o segundo turno”, disse ela, animada.
Cavalo arriado
O otimismo de Solange não chega a contagiar todo o PT. Nem os aliados do prefeito Raul Filho. Boa parte destes não querem ver passar a oportunidade de ver o PT eleger um senador, ou senadora. “É uma oportunidade única de ter governo federal, estadual e municipal com todos seus aliados na mesma chapa”, me disse um deles esta semana.
Trocando em miúdos, é difícil vencer uma eleição contra três máquinas. Nem que elas não sejam usadas ostensivamente na campanha. Ao dividir-se em duas candidaturas, PT e PMDB estão na verdade dividindo o uso do espólio de Lula presidente, o mais popular das últimas décadas no Brasil. Mas parece que é isto que caminha para acontecer.
Por que não juntar?
Por que não juntar antes do dia 30, todas as forças da base de Lula, formando uma chapa competitiva? Não é por que pairem dúvidas sobre o estrago que seria eleitoralmente a dupla Marcelo e Solange ao Senado. Segundo falam baixinho nos bastidores, os motivos são abstratos, e emendam “coisas que só Donizete explica”.
Na segunda semana de junho, o fato é que não está fácil para o PMDB convencer o PT. E Paulo Mourão segue numa pré-campanha que, se não tiver resultados práticos para o seu partido, busca alcançar o mérito de provocar pela primeira vez na história, um segundo turno em eleições para governo no Tocantins.
Comentários (0)