Esta quarta-feira, 12, marca no calendário das eleições deste ano ao governo e ao senado, uma data importante. É a data definida pelo governador Carlos Gaguim para saber, na prática, quem estará com ele na disputa ao governo. Presentes na cidade para participar de outros eventos institucionais, os prefeitos que não forem ao encontro marcado com o PMDB, estarão dizendo que não estão com o governador.
Bem ao seu estilo pragmático, Gaguim disse ontem que não quer na reunião quem vai “para olhar”. Sabendo que os prefeitos fazem o jogo necessário à busca dos recursos, e para tanto, precisam se relacionar com todos os níveis de poder (senadores, deputados federais e governo) Gaguim quer acabar com o “rodízio”. Segundo ele, daqui para frente não dá para o prefeito amanhecer o dia com ele, e de tarde estar com o senador João Ribeiro.
PPS se rebela
Na fala do governador percebe-se também que ele tem a acomodação dos três principais partidos aliados - PDT, PPS e PSB – como assunto resolvido. Isto por que as lideranças destas agremiações teriam priorizado a eleição de deputados federais. Ângelo Agnolim, César Hallum e Laurez Moreira estariam já acomodados.
Foi contra este posicionamento que Hallum se rebelou ontem na Assembléia Legislativa. Reclama de que não houve conversa para definir a majoritária e de que o governador deve pensar bem se precisa apenas do PMDB. O PPS enfrentou crise recente com a nacional que determina o apoio dos estados ao projeto nacional de eleição do presidenciável José Serra. O partido quase foi parar nas mãos da União do Tocantins, possibilidade que não está de todo descartada.
Provando o poder de voto do PT
Outra declaração importante de Gaguim ontem dá demonstrações claras de que ele não teme a divisão do jogo entre três candidatos ao governo. “É bom que o PT tenha candidato, não vejo problema nisso. É bom pra gente ver quais os nossos votos, quais os votos do PT e quais os votos do outro grupo”, argumentou.
É a cisão da base do presidente Lula no Estado. Segundo Raul, a ex-ministra Dilma Roussef, presidenciável petista, poderá nem vir ao Tocantins, diante deste quadro. Mas a divisão favorece ou atrapalha o projeto do PMDB de se manter por mais quatro anos no Araguaia?
Há duas respostas para esta pergunta. Dentro do governo, há um grupo que faz as contas e entende que se o PT realmente abraçar Paulo Mourão, pode provocar o segundo turno. Outro grupo acredita que mesmo sem o PT, o governo já exibe crescimento suficiente em linha ascendente, para vencer no primeiro turno.
Grupo de Siqueira está confiante
Fora do governo, na União do Tocantins, a confiança é tanta no quadro favorável, que ninguém acredita na possibilidade de derrota do ex-governador Siqueira Campos. Uma grande aliança de partidos e lideranças está se formando. Atrás de um por um, independente de quantos votos e qual a expressividade tenha, o coordenador da campanha, Eduardo Siqueira, gasta dias, noites, finais de semana e madrugadas.
A largada para este jogo está perto de ser dada. A escalação das forças que se enfrentarão de lado a lado define metade do resultado da disputa. Hoje o PMDB tem pela frente uma prova de fogo: juntar seus prefeitos e de partidos aliados, juntar seus deputados e garantir que permaneçam, aliados. Para depois convencer a sociedade, como disse Gaguim, de que o grupo tem “o que há de melhor”. A briga vai ser feia.
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