O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional (Secihd), registrou 793 atendimentos efetivados na primeira semana de ação para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Após a pausa do feriado, as atividades presenciais serão retomadas na segunda-feira, 4, e seguem até o dia 8 de maio, na sede da pasta, em Palmas.
A iniciativa foca na pré-seleção para 176 moradias localizadas na Quadra Arso 92 – I. De acordo com a secretaria, a procura tem sido alta, mas cerca de 15% dos interessados que passam pela triagem não conseguem finalizar o processo devido à falta de documentos. A gerente de Cadastro Social, Antonieta Dias Farias, reforça que a apresentação integral da documentação original é condição necessária para validar o cadastro no sistema.
A ausência ou inconsistência de dados pode comprometer a participação das famílias nas próximas etapas. "A correta informação da composição familiar e a conformidade com o Cadastro Único são essenciais para a efetivação no Sistema de Gestão da Habitação de Interesse Social", explicou a gerente.
Histórias de quem busca a casa própria
Entre os cidadãos que aguardam uma oportunidade está Rita da Silva Moura, de 67 anos. Viúva e aposentada, ela mora de favor com parentes e sonha em ter o próprio espaço após duas décadas vivendo na capital. Outro perfil comum na busca pelo benefício é o do jovem casal Ana Carolina de Carvalho Silva e Cleiton Henrique Soares. À espera do primeiro filho, eles atualmente destinam cerca de R$ 600 mensais para o aluguel de um imóvel com estrutura precária.
Serviço e Documentação
Os atendimentos ocorrem na Praça dos Girassóis, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Para realizar ou atualizar o cadastro, é obrigatório apresentar documentos originais: folha resumo do NIS atualizado, RG ou CNH, CPF, comprovantes de renda de todos os membros da família, certidão civil, comprovante de endereço e, se houver necessidade, laudo médico com CID.
O empreendimento na Arso 92 conta com um investimento superior a R$ 26 milhões, fruto de uma parceria entre o Governo Federal, via Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), e o Governo do Tocantins, que viabilizou a doação dos terrenos e a execução do projeto social.
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