A coligação TO Levado a Sério, esclareceu em nota neste domingo, 5, a utilização da imagem de Lula em um de seus programas eleitorais. Na nota a TLS destaca que a única finalidade na utilização da imagem do presidente da república no programa eleitoral de Siqueira foi a contribuição para a democracia.
A nota ainda destaca a declaração utilizada no programa e ressalta que a coligação “lamenta que o candidato governista tenha se sentido atingido”. A nota também informa que com a imagem de Lula, o candidato da oposição pretendia mostrar que, “independente do vencedor da disputa pelo Palácio do Planalto, manterá, caso eleito governador do povo tocantinense, a relação institucional de respeito, cordialidade, parceria e no amplo senso democrático”.
Ao final a TLS questiona e diz que considera "estranho" o fato de a chapa adversária ter recorrido à Justiça para retirar a mensagem do ar e critica o Governo por convênios com prefeituras aliadas.
Confira a nota da TLS na íntegra
A coligação Tocantins Levado a Sério comunica que a utilização da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um de seus programas eleitorais na TV teve, por única finalidade, contribuição para a democracia. No trecho divulgado no programa, o presidente Lula, numa clara demonstração de como dever ser a relação institucional entre os gestores públicos, condena a utilização da maquina publica para favorecimento de aliados políticos. A coligação entende que o presidente apareceu de forma positiva, sem nada que prejudicasse a sua imagem, mostrando-se um democrata e republicano.
Lamentamos que o candidato governista tenha se sentido atingido pelas declarações do presidente, quando este disse que a relação entre gestores não pode ser perversa. “Ela não pode ser pequena. Mas nós sabemos que tem governador no Brasil que faz. Aonde eu tiver amigo, tem recurso. Aonde eu não tiver, tem pão e água (...) O que me interessa é que vocês sejam representantes dignos do povo que foi na urna acreditando nas coisas que vocês falaram pra eles e que vocês iam fazer por eles.”
A coligação informa ainda que apenas pretendia mostrar que Siqueira Campos, independente do vencedor da disputa pelo Palácio do Planalto, manterá, caso eleito governador do povo tocantinense, a relação institucional de respeito, cordialidade, parceria e no amplo senso democrático.
Um exemplo disso é que em um de seus programas eleitorais, Siqueira Campos, em visita a uma escola de tempo integral de Palmas, no jardim Aureny II,elogiou a iniciativa do prefeito Raul Filho, que é do PT. Apesar de não ser do mesmo partido de Raul Filho, Siqueira Campos elogiou a iniciativa de um integrante de outro partido e ainda se comprometeu, caso eleito em 3 de outubro, dará continuidade ao trabalho positivo feito pelo governo petista.
CONVÊNIOS COM PREFEITURAS ALIADAS
Por outro lado, a coligação Tocantins Levado a Sério questiona e considera estranho o fato de a chapa adversária ter recorrido à Justiça para que o referido conteúdo da mensagem do presidente da República seja retirado do ar. E afirma que a coligação que requereu o pedido é a que representa o candidato a governador que, em junho, último mês antes do período eleitoral, destinou a 90 prefeituras R$ 32,6 milhões em convênios, contra R$ 600 mil em abril, o que resulta em aumento de 5.000% no valor. E mais: municípios que possuem prefeitos declaradamente na oposição à reeleição do atual governador ficaram fora dos convênios do Estado. Exemplos: Paraíso do Tocantins, governado por Paulo Tavares (PR), Gurupi, de Alexandre Abdalla (PR), de Miracema, de Júnior Evangelista (PSDB), de Santa Fé do Araguaia, de Valtênis Lino (PMDB). Essas informações constam na Ação de Investigação Judicial Eleitoral protocolada pelo partido Democratas no último dia 30 contra o candidato da chapa adversária.
Já em relação ao aspecto jurídico sobre o pedido da chapa adversária, a coligação tem plena convicção e acredita na Justiça. A coligação afirma estar otimista na manutenção da mensagem no ar pelo fato de já existir entendimento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que somente o próprio Lula poderia ajuizar a ação, pelo fato de o direito de imagem ser pessoal.
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