Gaguim quer um senador do PMDB e reserva outra vaga para aliados

O governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB), indicado pré-candidato ao governo pelo PMDB antes de sua viagem internacional, deverá conduzir a formação da chapa majoritária de forma que o PMDB ocupe apenas uma das duas vagas disponíveis ao Senado. Em c...

Pré-candidato à reeleição lançado pelo seu partido antes de viajar em missão oficial à China, o governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) é hoje o condutor do processo de alianças que vão terminar compondo a chapa majoritária que disputará as eleições deste ano. Na Itália, percebi claramente que o governador quer o PT na chapa. O que significa que a segunda vaga ao senado está reservada para conversações com o partido.

Esta tendência foi confirmada por mim junto ao governador numa conversa informal antes do embarque. A grande pergunta é: se uma vaga está reservada ao PMDB e a outra aos partidos que se aliarem – que ainda pode ser o PR, até que João Ribeiro afirme o contrário – como será feita a escolha entre os três peemedebistas que já manifestaram intenção de concorrer?

Quem estiver melhor

O que Gaguim tem dito é que as pesquisas serão um referencial, e que “aquele que estiver melhor”, será o candidato. Mas na prática, a coisa pode caminhar para uma disputa de votos entre os convencionais. Isto por que Marcelo Miranda, ex-governador, tem se mantido na liderança das intenções de votos desde o ano passado, mas o senador Leomar Quintanilha defende com unhas e dentes sua vaga para concorrer à reeleição. Nos bastidores o que se ouve é que nas consultas internas pagas pelos partidos ele tem se posicionado bem.

Trabalhando para “varrer para dentro” todos os descontentes, afetados pela disputa interna do final do ano passado, e pelas exonerações de companheiros, o PMDB não pode - na minha opinião - se dar ao luxo de passar por outra disputa. Bater chapa na convenção serve apenas para acirrar um clima de torcida de companheiros, contra companheiros.

Ao esperar por João Ribeiro até o último momento, Gaguim mostra frieza, e valoriza o senador. Mas o PT do presidente Lula também está nos planos do governador de construir uma aliança com poder de fogo para enfrentar o ex-governador Siqueira Campos. O grupo que cerca Gaguim não acredita no favoritismo do candidato tucano, mas trabalha com a convicção de que não será uma campanha fácil.

Se quiser realmente arrumar a casa até o final de junho, o PMDB precisará evitar maiores disputas, isolar os “fofoqueiros de plantão” e unir suas forças aos partidos com perfil para se tornar aliados. Vamos ver se isso acontece.

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