O governo do estado do Tocantins recebeu da Fundação Universa, um CD lacrado contendo a relação dos classificados no Concurso do Quadro Geral do Estado. A informação que o Site Roberta Tum já tinha de fontes do governo anterior, foi confirmada pelo ex-reitor da Unitins, André de Matos na manhã desta quinta-feira, em entrevista ao Site. A entrega no entanto foi feita antes da posse do procurador à frente da Unitins.
“O que eu sei é que a Universa entregou um CD lacrado à Secretaria da Administração com esta lista. Se houve violação do lacre eu não sei, tem que ver na Secad onde foi parar este CD”, confirmou o procurador, que assumiu a reitoria da Unitins em 1º de março de 2010. André de Matos disse desconhecer se a lista foi aberta, uma vez que não teve acesso a ela.
Em depoimento à Comissão Sindicante, Aroldo Pretto, representante da Universa afirmou que a fundação estava pronta para emitir a lista oficial de aprovados (e não classificados) assim que a Unitins fornecesse a relação dos PNE’s – Portadores de Necessidades Especiais, que comprovassem a condição via exame pericial.
Respondendo Florismar
Criticado nesta manhã no portal Vitrine de Concursos pelo autor da ação civil pública – Florismar Sandoval - pelo fato de que o documento contendo sua recomendação para anulação de todas as provas do concurso do Quadro Geral não veio à público a tempo de livrá-lo de ser condenado por litigância de má fé, Matos respondeu as críticas.
“Ele está invertendo as datas. Eu assumi a Unitins em março de 2010, e mandei realizar a sindicância, sem ordem de ninguém, sem provocação do Ministério Público, com o objetivo de ter informações sobre o assunto, que era um grande problema para a Universidade”, explica o ex-reitor.
Uma consulta ao processo 2009/00014774-0/0, mostra que a decisão de improcedência da ação em primeiro grau aconteceu em 13 de outubro de 2009, cinco meses antes da posse de Matos na Unitins. Florismar Sandoval foi condenado por litigância de má fé. “Ele está tentando falsear a verdade. Como o resultado da sindicância poderia beneficiá-lo se ela nem existia á época?” questiona Matos.
Defendendo a anulação
André de Matos destacou que não agiu nem age por motivação política. “Estou convencido de que não só a fraude compromete um concurso público. A tensão provocada nas salas de aplicação de provas – como aconteceu na Ulbra – provocada pelos erros de impressão, a anulação de 50% de questões específicas, e problemas que ocorreram não só nas provas de nível médio comprometeram ao meu ver, o objetivo maior de selecionar pessoas aptas ao serviço público”, disse o ex-reitor, que retornou às suas funções na PGE.
André de Matos voltou a lembrar que o momento processual para juntada da conclusão da sindicância é agora, não por sua vontade, mas pela abertura do prazo para juntada de provas. “Eu não protelei nada. O momento poderia ser um dia depois, ou um mês depois, isso não dependia de mim”, explicou.
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