"Lugar de mulher é na cozinha. Mulher no volante, perigo constante. Atrás de todo grande homem, existe uma grande mulher."
Quem nunca ouviu as frases acima, num contexto de piada, ou na voz e expressão de alguém falando muito sério?
As citações são um bom exemplo da visão do papel da mulher no mundo, que foi mudando ao longo do tempo e da história.
Hoje em dia, tem muito homem mandando bem nas cozinhas dos melhores restaurantes em Paris, Nova Iorque ou no Rio. As mulheres – confirmam as pesquisas de trânsito - são tão mais cuidadosas que já são usadas em campanhas publicitárias como símbolo do dirigir respeitando os limites de velocidade e a vida. E, vamos combinar né? Do lado de uma grande mulher, só consegue ficar um grande homem.
As coisas mudaram tanto que o Brasil elegeu uma mulher presidente no ano que passou. Além da política, elas estão presentes nas empresas, ultrapassaram os limites das atividades ligadas ao bem estar social e filantropia, saíram do campo das artes, da música, literatura e literalmente invadiram o velho mundo dos homens. Agora é meio a meio, fifth/fifht, sem barreiras. Ou pelo menos quase.
No Tocantins ao longo dos últimos anos, vi passar pelas manchetes mulheres que fizeram algo mais do que se esperava delas, e por isso, à sua maneira, fizeram história.
De dona Aureny Siqueira Campos, que emprestou o nome aos primeiros bairros populares de Palmas e marcou a memória dos pioneiros de Palmas, à Sônia Miranda, dona do primeiro restaurante popular da capital às margens do Sussuapara, cada uma deu sua contribuição no levantar de Palmas.
De Suamy da Brilho, à Cleide Honorato, no ramo empresarial, passando pela Jordânia, pela Help e pela Val dos salões badalados de Palmas.
Da Rosimar do Sintet e do PT, à Marisa Sales e Nilmar Ruiz, respectivamente vice-prefeita e prefeita de Palmas em mandatos diferentes.
De Tânia Cavalcante, com seu movimento pela vida, à dona Romana em Natividade. De Simone Camelo à Kátia Rocha, na Cultura. De Keila Lipe e Núbia Dourado na música, à Lucinha Quilombo e Meire Maria na dança.
Das promotoras públicas e juízas que inspiram jovens estudantes a seguirem carreira no direito, à Fátima Roriz e Filomena Fróes, cada uma ultrapassando seu campo de trabalho e atuação.
Da Baixinha com seu frango caipira e chambarí na feira à Roberta Castro, primeira engenheira a dirigir o Crea.
De Josi Nunes à Luana, de Solange Duailibe à Kátia Abreu . Destas e de tantas outras que poderia hoje citar, o Tocantins está rico em mulheres que chegaram, lutaram e conquistaram seu espaço.
A todas elas parabéns por inspirarem com seu exemplo um mundo melhor. Menos sexista. Mais humano. Uma sociedade de homens e mulheres inclinados a buscar alternativas, a fazer diferente. E o principal: a fazer com equilíbrio.
Comentários (0)