Na disputa pela Assembléia, radar da rua mostra quem vem com chances de surpreender

Enquanto o embate para deputado federal segue emocionante, podendo mostrar alteração nas posições dependendo da reta final da campanha, a disputa por uma vaga na Assembléia Legislativa pode ser mais acirrada do que se imagina. Nela, no entanto, já é ...

Não vou fazer nesta análise, previsão de quem tem mais chances para se eleger à Assembléia Legislativa, por um simples motivo: até prova em contrário, as melhores condições são dos deputados que buscam a reeleição. Os motivos óbvios eu já disse aqui outras vezes: gabinete, cargos no governo (para quem é situação), emendas, enfim, “estrutura”. Quem está na oposição por sua vez tem seus colégios eleitorais também definidos, e fica difícil para quem está de fora vencer tantas barreiras. Difícil, mas não impossível.

Sendo assim, quero concentrar minha análise deste sábado de manhã nas prováveis surpresas que teremos dentro de 30 dias, quando os votos forem apurados não só para os majoritários, mas especialmente para os proporcionais.

Na TLS, Campelo pode surpreender na Capital

Observando o cenário de Palmas, tenho me surpreendido com a movimentação e o estilo provocador do vereador Lúcio Campelo (PR). Representante da região Sul ele não tem, por exemplo, a estrutura da deputada Luana Ribeiro (PR), que caminha logo atrás de Marcelo Lélis (PV) na preferência dos eleitores da capital para deputado estadual na coligação Tocantins Levado à Sério.

Mas Campelo adotou o discurso bairrista, que o elegeu vereador. Está desafiando, nas reuniões que promove, a população da região Sul de Palmas a eleger seu deputado. Pode dar certo. Só o eleitorado dos Aureny’s, onde Lúcio mora, elegeria com folga dois deputados, se concentrasse votação nos que escolhesse.

No PT, Zé Roberto vem com base forte

No Partido dos Trabalhadores, que elegeu Solange Duailibe, primeira-dama de Palmas, e Manoel Queiroz nas últimas eleições, a surpresa pode vir do campo, e dos assentamentos, onde Zé Roberto tem base sólida e trabalho realizado ao longo dos últimos anos. O nome dele pode ser ouvido na boca de petistas influentes, e que entendem o funcionamento da militância do partido em torno de seus ícones. É esperar para ver sua votação.

Também no PT dois nomes começam a mostrar vigor: Carlinhos Furlan, no Bico do Papagaio, e Ivan Vaqueiro na região de Paraíso e Divinópolis.

No PMDB, Zé Augusto vem com força

Ex-deputado estadual, conhecedor dos mecanismos da política palmense desde a campanha de 1992, José Augusto(PMDB) é um nome para se escrever na caderneta quando o assunto é estimativa de boa votação. Sua movimentação em Palmas e no interior é grande, e deve ser intensificada na reta final, quando muitos perdem suas vagas, e outros – mais espertos e pragmáticos – viram a eleição.

Além de José Augusto, chama a atenção o espaço ocupado nas últimas semanas por Ricardo Ayres (PMDB).

Incógnitas que podem despontar

A corrida pelo voto nas proporcionais tem sido quase que selvagem. Lideranças são disputadas num verdadeiro leilão, e muitos “vendem” uma influência que efetivamente não têm. Neste universo, quem tem algum trabalho realizado, mas não tem condições de manter o nome no quadro “profissional” de contratação de lideranças, acaba sacrificado.

Entre as incógnitas que só o tempo e as urnas poderão responder estão ex-secretários de governo, como Aleandro da Habitação e Walkíria Rezende. Está o presidente do PTN, Júnior Luiz, com boa estrutura e apoio da nacional, que também faz sua estréia. Na região Norte, Jorge Frederico, vereador de Araguaína, do PMDB, tem crescido. Além das celebridades, como Marcão do Povo em Gurupi.

Como pesquisa para deputado estadual é coisa de alto risco, dada a impossibilidade de se medir o estado todo, vale mais o faro para encontrar em cada região, os bolsões de voto localizado de cada um. E registrar o que se destaca em todo o cenário. Vamos ver quem sobrevive à reta final.

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