Tenho repetido como um mantra que as eleições no Tocantins não estão definidas. Não há elementos técnicos e científicos para antever aqui o que já está desenhado, por exemplo, no cenário nacional com a disparada de Dilma Roussef em cima de José Serra, com o apoio de Lula na TV.
Há, sim, uma curva ascendente de Carlos Gaguim, governador e candidato à reeleição. Isto mostra uma tendência do eleitorado. Mas Siqueira Campos, por outro lado, está com seu núcleo de votos definidos – aqueles que não mudam - já bastante consolidado. Assim, esta é uma eleição que não permite folga a nenhum dos candidatos. Mesmo por que restam mais de 30 dias para o dia D, da decisão ser ratificada nas urnas. E um mês, numa campanha,é toda uma história.
A vez dos indecisos
Na agenda dos dois candidatos para esta sexta-feira, 27, estão andanças em regiões diferentes do Estado. O que chama a atenção são as cidades escolhidas. Pequenos e médios municípios permitem que o candidato dê mais atenção ao eleitor. O circo montado com lideranças, prefeitos e vereadores é bom, e surte seu efeito, mas nada se compara ao contato direto do eleitor com o candidato.
É a hora dos “olhos nos olhos”, em que aquela celebridade que só se vê nos programas de TV, se materializa diante do eleitor apático, indeciso, assim como surge na vida do eleitor apaixonado que defende a bandeira daquele que às vezes nem conhece pessoalmente, mas já ama motivado por algum fato que lhe afetou pessoalmente.
De olho na coerência da mensagem
Ver o candidato de perto, tocá-lo, sentir firmeza ou não no que ele está dizendo, e na capacidade que ele terá de realizar mudanças positivas na vida das pessoas é fundamental para muita gente. É para isto que as visitas servem. As caminhadas, os comícios. Mais do que para apaziguar ciúmes de lideranças, disputas de poder locais, e situações pontuais.
Nesta sexta-feira, 27, vale a pena ao eleitor conferir a lista das cidades por onde Siqueira e Gaguim estarão passando. E ir às ruas vê-los de perto. Entre o que se vive no dia a dia, o que se vê na TV e o que se ouve nos comícios deve sempre haver alguma coerência. Para que haja fé na mensagem que está chegando à mente e ao coração de quem vota.
Comentários (0)