O clima esquentou ontem no palanque da Força do Povo no Taquari. O bairro, que finalmente recebe o sonhado e esperado asfalto, assistiu uma cena interessante: Raul Filho de volta à campanha, pedindo votos para João Ribeiro (PR), ao lado de Gaguim, Marcelo e Paulo Mourão. O clima foi tenso.
Raul fez elogios ao ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), e emendou: “como vocês sabem eu estou apoiando o senador João Ribeiro, para quem quero pedir o voto”. A reação não foi positiva. A claque vermelha que acompanha o candidato ao senado Paulo Mourão ensaiou um princípio de vaia.
Mourão critica aumento de passagem
Inquieto com o que nos bastidores tem nominado como “deseducação e incivilidade”por parte do prefeito petista, Mourão foi incisivo ao usar a palavra. Criticou o aumento da tarifa do transporte urbano na cidade - que foi suspenso ontem, a pedido do vereador e candidato a deputado estadual Wanderlei Barbosa (PSB), por 40 dias – e criticou os que apóiam candidatos adversários, “ficha suja”.
Mais claro que isso, impossível. De um peemedebista de alta plumagem, depois do comício ouvi a frase: “é um absurdo um palanque em que as pessoas não se cumprimentam. Tá esquisito, e desestimulante”.
Gaguim ignora farpas trocadas
Passando longe do entrevero entre o prefeito e o candidato ao senado do PT, o governador usou a palavra para falar dos compromissos que terá caso seja eleito, com a população do Taquari. Além do asfalto cujas obras estão começando, o governador e candidato prometeu: “nos próximos anos não vai ficar uma quadra sem asfalto”. Posto do Correios e melhoria no sinal das operadoras de celular, também foram alvo de promessas do candidato, que também garantiu que ajudará a prefeitura a implantar a Praia do Taquari.
O comício, com um público estimado de 3 mil pessoas, terminou bem para os que foram assistir. Mas para quem integra a chapa, coordenação, ou mesmo acompanha de perto as articulações da Força do Povo ficou a dúvida sobre os benefícios ou não da presença de Raul no mesmo palanque em que esteja Mourão. Do jeito que as coisas vão, ainda podem ficar piores e gerar desgastes para além do círculo das candidaturas ao Senado.
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