Nos bastidores, começam articulações do novo secretariado

Acomodar os quadros políticos importantes que contribuíram para a vitória do governador eleito, Siqueira Campos, montar um time de alta capacidade técnica, e preparar um verdadeiro choque de gestão que começará a ser sentido nas primeiras medidas do ...

Está aberta a bolsa de cotações (ou de apostas) em torno do novo time que adentrará pela porta da frente do Palácio Araguaia com a posse de Siqueira Campos (PSDB) em janeiro próximo. Nos bastidores, o time da transição já começa a fazer os levantamentos de informações, esperando o sinal verde do Palácio Araguaia para que a transferência de dados comece. Ao que tudo indica, isto só vai começar a ser operacionalizado de forma prática na primeira semana de novembro.

Até lá o staff administrativo do governo atual está preocupado em fazer os levantamentos determinados pelo governador Carlos Henrique Amorim em todas as pastas. Já o grupo político tenta articular a campanha de Dilma Roussef no estado neste segundo turno. Os milhares de eleitores tocantinenses voltam às urnas dia 31 de outubro, desta vez para decidirem-se apenas entre a petista e o tucano José Serra.

Campanha de Dilma X Serra ocupará outubro

O problema da campanha de Dilma no Tocantins no segundo turno, segundo uma fonte ouvida pelo Site Roberta Tum, é a falta de estrutura material. Depois do governador aliado derrotado, pedir que a campanha seja levada “na fé e na graça”. De outro lado, até aliados do governador no primeiro turno estão se bandeando para os lados de José Serra. Para bom entendedor, uma forma de aproximação com o staff de Siqueira.

Além dos aliados tradicionais do próprio PSDB e DEM, outros partidos fechados nacionalmente com Serra, a exemplo do PPS, entram de vez na campanha. O PTB, de José Geraldo, já era Serra. O PV, de Marcelo Lélis, ensaia um apoio ao tucano, mas deve anunciar decisão final após conversa do deputado reeleito e presidente do partido, com a companheira Marina Silva. Lélis está em Brasília desde ontem.

Nomes que podem estar no secretariado

A primeira coletiva dada pelo governador eleito no QG da 14 já foi cheia de sinais. Exemplo: Raimundo Boi, que já não é mais o vice, estava na mesa ao lado de Siqueira. Deve ocupar pasta na nova gestão. Especula-se nos bastidores que Boi está cotado para a Agricultura.

Sempre ao lado do ex-governador e de sua esposa Dra. Marilucia, antes e durante a campanha, Kátia Rocha deve voltar a cuidar da Fundação Cultural, que já dirigiu em outras épocas. De quatro fontes ouvidas, todas são unânimes em dizer que Kátia reúne as condições técnicas e políticas para o cargo.

A grande interrogação é quanto ao tripé forte de qualquer governo: Planejamento, Fazenda, e Infra-Estrutura. A posição de interlocutor principal do novo governo, de articulador político, e de coordenador do grupo de transição indica que Eduardo Siqueira deve ocupar uma das três pastas.

No banco de espera não faltam bons nomes, dos quais o novo governador poderá lançar mão. Entre os companheiros das antigas está Antonio Jorge e Otoniel Andrade, que estava à frente da Valec, cuidando das obras da ferrovia Norte Sul dentro do Estado até pouco antes de se desincompatibilizar para ser candidato.

Ernani Soares de Siqueira, presidente do PSDB, também está com Siqueira desde a campanha de 2006, em posto de coordenação. A expectativa é de que ele venha a ocupar pasta relacionada à área empresarial, a exemplo da Secretaria de Indústria e Comércio.

O certo é que a decisão final é do governador eleito, que de sua parte já anunciou estar livre de acordos prévios para compor a equipe que julgar ideal para ajudá-lo a fazer um grande governo. Aliás, a determinação de entrar janeiro dando um choque de gestão através de medidas práticas a serem implantadas de imediato, já é conhecida do núcleo mais próximo ao governador.

Vamos ver quem estará no barco da transição. Neste grupo, já serão evidentes os sinais de quem comporá efetivamente o próximo governo.

Comentários (0)