A deputada Luana Ribeiro(PR) voou na manhã de ontem, quinta-feira, 27, para Goiânia magoada, estressada e insatisfeita com a votação prévia promovida na noite de anteontem entre os dez deputados do grupo governista. Fontes do Site Roberta Tum afirmam que a além da mágoa por ser preterida no grupo - uma vez que teria chances de atrair votos da oposição na formação de uma grande chapa de consenso, coisa difícil até aqui para Raimundo Moreira (PSDB) – ficou uma especial com Marcelo Lélis (PV). Este teria votado em Moreira, preferido do Palácio por dois motivos: o critério da antiguidade de mandatos e o vínculo antigo que reforça a confiança.
A divisão interna dos votos que rendeu mágoas
Segundo uma fonte reveleou ao Site, na prévia os três candidatos não poderiam votar, conforme acordado entre a bancada e o secretário de Planejamento, Eduardo Siqueira, que coordena politicamente o grupo de parlamentares. Com Moreira ficaram Freire Jr. (PR) (a quem está prometida a vice-presidência da Casa), Amélio Cayres (PR), Antonio Bonifácio (PR) e Marcelo Lélis (PV), quatro votos.
Luana teria contado com dois: José Geraldo (PTB) e Raimundo Palito (PP). Osires Damaso (DEM), contou com apoio apenas do companheiro de legenda, Toinho Andrade(DEM). Sendo assim, garantem fontes do Site RT, partiu-se para os acordos em torno dos cargos da Mesa. Além de Freire Jr. na primeira vice - o que manteria dois tucanos na linha de sucessão – a primeira secretaria seria indicada apelo PT, a segunda ficaria com Bonifácio e a quarta com Toinho Andrade. A segunda vice e a terceira secretarias estariam disponíveis para outros ajustes.
Llinha de sucessão é questão de confiança
O que alguns aliados do governador sairam entendendo é que poucos são considerados de confiança, além do próprio Moreira. E isso está queimando “na alma” de alguns, igual a fogo de monturo: devagar e insistentemente.
Com a resposta do PT - que já era mais que esperada desde a reunião do dia 17 na casa de Solange – de que permanecerá com o bloco governista, votando contra uma petista na disputa, Raul Filho (PT) saiu a campo buscando outras articulações que garantam sucesso à empreitada política que tem a primeira-dama de Palmas na cabeça.
Na disputa pela Assembléia Legislativa só uma coisa é certa: o quadro pode mudar a qualquer hora e até na última hora. É tanto, que as alianças mais improváveis são propostas e podem ser construídas até a segunda-feira, véspera da grande decisão.
Se mantiver os 12 e só SE mantiver, a oposição perde o presidente, mas mantém a maioria no plenário e corre o risco de emplacar os demais cargos da Mesa, como afirmou na manhã desta sexta, em entrevista, o Sargento Aragão.
Como empate é perigoso e quem tem 12 sabe que não tem a maioria, quem corre mais nesta reta final é o governo. E com vantagem. Mesmo que deixe feridas abertas entre os seus no meio do caminho.
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