Nos três passos de Kátia em Brasília esta semana, um discreto pedido de agilidade em julgar Liberato

A senadora Kátia Abreu (DEM) fez uma verdadeira maratona por órgãos oficiais em Brasília esta semana para tratar de três assuntos pendentes: pedido de tropas federais para acompanhar as eleições no Tocantins, consulta à ministra Carmem Lúcia do TSE s...

Eu avisei aqui neste espaço ontem que a semana que se iniciaria na segunda-feira, 20 é decisiva para o processo eleitoral que acontece no Tocantins. Isto por que é a penúltima antes do dia 3 e todo fato novo, todo escândalo, toda denúncia de peso nacional tem poder de desequilibrar a disputa a favor de um dos dois candidatos ao governo. Sem falar dos quatro concorrentes ao cargo de Senador.

Pois bem, hoje já tem matéria nacional no Estadão envolvendo o nome do governador, devidamente repercutida no nosso Site, com o cuidado que requer uma acusação sobre a qual faltam detalhes precisos, e a respeito de uma citação sobre a qual não se pronunciou a parte envolvida. Colegas da imprensa que tiveram contato com uma equipe da Veja esta semana em Palmas garantem que vem bomba por aí também na revista.

O problema com a Veja, parafraseando uma amiga minha, é que mentira ou verdade, as acusações que ela publica se tornam lenda: a revista é uma “praga”, que se alastra pelas antesalas dos consultórios médicos, de dentistas e profissionais liberais diversos. Ninguém jamais vai conseguir recolher todas. Melhor nunca ser acusado de nada nela, do que ter que responder depois.

Os três passos de Kátia em Brasília

Mas voltando às movimentações da senadora Kátia Abreu (DEM), ela deu três passos importantes esta semana, à luz do dia, embora pouco tivesse sido registrado e divulgado sobre isto. Em três movimentos a senadora, que tem sido ponta de lança na guerra travada pela Tocantins Levado a Sério contra a Força do Povo nas eleições deste ano, causou um grande reboliço em Brasília.

Primeiro passo: Kátia foi à Procuradoria Eleitoral, e pediu reforço de tropas federais nas eleições no Tocantins. A suspeita dela é que a coligação governista vá tentar promover uma compra de votos. Sobre isto, também já foi à PF, e embora sem provas, registrou a denúncia. Segundo explica, por dois motivos: que a própria PF investigue e comprove, e que as pessoas comuns se sintam estimuladas a apresentar denúncias.

Segunda providência: A senadora, que dividiu palanque com Marcelo Miranda (PMDB) em 2006, e voltou a apoiar Siqueira Campos nestas eleições, foi também ao TSE visitar a ministra Carmem Lúcia. E questionar com ela quando o TSE vai votar o pedido de impugnação do registro do ex-governador, que teve diploma cassado. “Independente do resultado, eu quero é que julgue. O que não podemos permitir é que a população vote em um e eleja outro, enganada”, disse a senadora esta semana em Palmas.

Terceiro ato: A senadora foi ao CNJ e em audiência com a corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon, pediu agilidade na análise de denúncia que corre por lá contra o desembargador Liberato Costa Póvoa. A acusação é de venda de sentença. Mais que isso não se consegue saber, por que o assunto corre em sigilo de justiça. E novamente Kátia abre baterias: “Tenho direito de dormir tranquila sabendo se isto está ou não acontecendo no meu Estado. Venda de sentença é coisa muito séria, e nos traz insegurança quanto à justiça”.

O tempo é senhor da razão

Fazendo uma análise do papel de cada um nesta eleição, a partir dos fatos que movimentaram as manchetes dos sites, jornais e programas de rádio e TV nos últimos meses, é possível perceber claramente que coube à senadora um papel difícil e que (como uma faca de dois gumes) pode render a ela por um lado impopularidade imediata (veneno mortal para qualquer político) ou a médio e longo prazo, a imagem de mulher forte e destemida.

Diante do cenário turbulento que se avizinha nesta semana que diferente das outras começou no sábado, só nos resta aguardar o desenrolar dos acontecimentos. De nossa parte, vamos acompanhar com frieza e atenção. Para que ao final da campanha, as mesmas matérias possam ser lidas fora do calor do momento e das emoções, e nelas se encontre apenas o incontestável. Nada mais.

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