O reboliço que a presença de Duda já causa no Tocantins

O marqueteiro Duda Mendonça mal chegou, mas já causa furor na base do governo Carlos Gaguim (PMDB) na Assembléia por estar contratado - ou em vias de contratação - para atender a pré-campanha e a campanha de Siqueira Campos (PSDB) ao governo do Estad...

Na Assembléia Legislativa hoje o buxixo foi grande. Conforme antecipou o Site Roberta Tum, o marqueteiro Duda Mendonça atenderá o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) na sua cruzada em busca do retorno ao Palácio Araguaia. A presença de Duda no Tocantins, registrada no Jornal do Tocantins edição desta terça-feira, 23, é que causou furor na base Gaguista nesta manhã.

 

O deputado Júnior Coimbra (PMDB), presidente da Casa, foi à tribuna questionar com números e maior veemência a presença de Duda. Coimbra falou em supostos valores de contrato: R$ 20 milhões. Falou de três aeronaves que amanheceram em Palmas com a equipe do publicitário, a custo estimado (pelo deputado) em R$ 150 mil. Questionador, o presidente quis saber quem pagará a conta, e com que dinheiro.

 

Chegou a supor que o ex-governador tenha guardado “malas” da época em que ocupava o Araguaia. E lançou a dúvida também sobre a captação de recursos do empresariado: “que a nossa legislação não permite”, bradou Coimbra. Engrossaram o coro, sem o mesmo brilho e veemência, os deputados Stálin Bucar e Paulo Roberto. Coimbra fez o papel que em outros tempos fizeram Josi Nunes e César Hallum em defesa do então governador Marcelo Miranda.

 

O que pode e o que não pode

 

Na verdade o calendário eleitoral descreve com datas precisas o que pode e o que não pode nesta fase do processo sucessório. Qualquer aprendiz com noções básicas de marketing eleitoral sabe que a campanha começa após as eleições, mas a pré-campanha já começou.

 

Não é vedado aos partidos contratarem pesquisas de intenção de voto, consultorias de marketing, e profissionais variados para atendê-los na captação de imagens ou preparação de dossiês nesta fase. Na verdade as campanhas tratadas com profissionalismo requerem que o “time da comunicação” entre em campo bem antes do soar da campainha que só ocorre nas convenções dando a largada oficial atrás do voto.

 

O que cada lado precisa fazer bem é fiscalizar o adversário. Documentar a movimentação e depois verificar se ela está declarada pelos partidos. O alvoroço em torno da vinda de Duda, sua equipe e aviões só revela uma preocupação grande da base do governador, com o crescimento da aceitação e da aglutinação de forças políticas em torno do ex-governador Siqueira Campos.

 

O problema é que as coisas não estão afinadas nem organizadas no front governista, onde existem dois pré-candidatos declarados, nenhum definido, e o nome do governador correndo por fora. E por não se saber quem é o candidato, não há marqueteiro contratado ainda.

 

O problema é que a oposição saiu na frente e está criando fatos, ocupando a mídia, e positivamente. Problema maior ainda é que com rapidez inesperada o “Velho Siqueira” reformou o discurso, espantou o isolamento que existia em torno de sua figura há seis meses, e já está reacendo paixões.

 

E o pior problema: há mais aviões entre o céu e a terra do que os de Duda Mendonça. E a oposição pode começar a questionar se quem roda neles está a serviço dos interesses do Estado.

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