A movimentação já começa na Assembléia Legislativa e o placar oficial é de 12 a 12 votos. Na mais disputada eleição vivenciada pela Casa, a oposição chegou com seus doze votos – pelo menos até agora, antes da votação começar – o que é por si só um feito. Não se trata de opor resistência ao canto de sereia de um governo qualquer. É o pé no freio diante de um governo forte, determinado, de histórico respeitável no exercício do poder de mando.
Tudo de atípico que poderia acontecer está desenhado nesta eleição. O PT, tradicionalmente opositor a Siqueira, fechou apoio e não voltou atrás nem diante da postulação da deputada Solange Duailibe (PT) à presidência, fato que aponta para a contradição vivida no partido. Mantidas assim as posições esta será uma decisão com conseqüências partidárias a se sentir nos próximos dias.
Raul, sempre flexível, e com bom relacionamento nos últimos anos com Eduardo e Siqueira, permaneceu entrincheirado na oposição. Ontem respondeu ao questionamento sobre se esta posição não dificulta um provável apoio que teria para seus dois últimos anos de gestão à frente do município caso cedesse. “Eu estou na minha posição política e ideológica. As questões institucionais devem ser separadas”, reafirmou.
A dificuldade do 13º em assumir que traiu
A se acreditar nos principais articuladores dos dois grupos, há um deputado governista disposto a votar em Solange. E há um ou dois na oposição capazes de votar em Moreira, dos quais pelo menos um teria acordado este voto com Eduardo.
No governo a traição teria conseqüências terríveis. Na oposição, o vexame público de assinar um documento, chamar a imprensa e depois abandonar os companheiros.
Por todas as situações criadas nos últimos dias, o resultado mais provável na Assembléia nesta manhã é 12 a 12. Quem viver verá.
Volto depois da eleição, para conferir com vocês quem estava certo, e por que.
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