Cerradão com bioma variado e com fauna e flora ricos e característicos do Tocantins, o Parque de Lajeado se revela como um exemplo de educação ambiental. Com a localização dividida entre os municípios de Palmas, Lajeado e Aparecida, o Parque é administrado através de uma gestão participativa entre o governo destes municípios e órgãos do Estado. O Parque tem 121 mil hectares e não é aberto á visitação pública por ser uma área de conservação.
Logo na Chegada, uma visita rápida da sede administrativa é uma boa opção. Com várias salas e uma decoração inspiradora, já dá pra imaginar o que vem pela frente. No local, há várias amostras de animais empalhados. Com mochila nas costas e uma câmera fotográfica, entrar na mata é um desafio e revela grandes surpresas.No local, foram identificadas 138 espécies de vertebrados sendo 87 aves, 33 mamíferos e 18 répteis.
O Parque é o único do Brasil que é todo cercado, o que dá mais segurança para os animais e outras espécies do local. O ideal é que a aventura seja feira no máximo com 10 pessoas. O primeiro ponto que encanta é a nascente do Brejo Cumprido que abastece os rios de Palmas e Taquaruçu. Dentre as várias opções de turismo e aventura no local, a trilha Canela d’ema, de 3,4 km, recentemente aberta por técnicos da Adtur e Naturatins é uma boa opção para conhecer as variedades do local.
No caminho, coberto por sombra, é possível conferir a beleza do típico cerrado bem como o canto de pássaros. Na entrada da trilha, o Pequizeiro Centenário chama atenção pelo tamanho. Essa relíquia do cerrado pela idade avançada já não sobrevive mais. Alunos da Universidade Federal do Tocantins estudam as possibilidades de aumentar a expectativa de vida da árvore.
Seguindo mata adentro é hora de perceber a variedade de vegetação, começando pela tradicional tocha natural do cerrado e em seguida outras que servem como ervas medicinais como o Jatobá que combate anemia e é também usado na farmacologia. Logo adiante é hora de aventurar-se pelo trecho de cerrado denso e conferir de perto outras riquezas do cerrado como a Sucupira e o Jenipapo do Cerrado. Nesse trecho, os guias orientam para que os componentes da trilha façam silêncio para observar os pássaros. Logo em seguida,o cheiro de pequi predomina durante o percurso.
O responsável por colocar a sinalização na trilha, Gilson Rocha, explica que a madeira do local é de espécie rara e é uma das mais procuradas pelo Brasil. Os técnicos da Adtur ainda calculam a capacidade de carga da trilha que vai determinar quantas pessoas podem visitar o local por hora, por dia,por mês e por ano. Um dos guias do Parque, Malan Moraes conta que o parque é um “tesouro” que precisa ser descoberto aos poucos e usado como exemplo de preservação ambiental.
O diretor de Desenvolvimento e Operações Turísticas, Antônio Malan disse que o Parque é o “pulmão” do Tocantins. “Queremos formar uma grande corrente de amigos do parque, pois ele pode ser considerado o pulmão de Palmas”. O diretor informou que o parque será aberto para visitação de escolas a partir de março e em junho para o público em geral.As árvores medem de 18 a 20 metros de altura. É fácil encontrar ainda pinturas rupestres que estão sendo estudadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico nacional - IPHAN.
Mas o ápice da aventura no local é o mirante das mangabeiras, com vista que contempla a cidade de Palmas. Depois de percorrer todo o percurso, a recompensa é de encher os olhos. O verde toma conta da visão e a brisa suave do abismo é de encantar.A serra fica num desnível de 385 metros de altura. O local é de fácil acesso para veículos pequenos e simples.
O Parque
O Parque é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, que tem como objetivo principal proteger amostras dos ecossistemas da Serra do Lajeado, assegurando a preservação de sua flora, fauna e demais recursos naturais, características geológicas, geomorfológica, e cênicas, proporcionando oportunidades controladas para visitação, educação e pesquisa científica.
Também tem a finalidade de proteger os mananciais que abastecem a cidade e coibir a expansão urbana nas encostas. Foi criado pelo governo Estadual, através da Lei n° 1.244, em maio de 2001 e fica a cerca de 25 Km da Capital, pela estrada de Aparecida do Rio Negro.
O Parque está estruturado com um centro administrativo que admite a visita para desenvolvimento de atividades acadêmicas como aulas de campo e palestras educativas sobre temas ambientais. Estas atividades devem ser marcadas com pelo menos uma semana de antecedência.
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