Primeira caravana mostra que Gaguim será o candidato

Os reflexos políticos da primeira Caravana do Acelera Tocantins já se fizeram sentir entre os partidos da base do governo. A conclusão de oito entre cada 10 aliados do governo é que o acordo de apoio ao senador João Ribeiro (PR) para o governo não pr...

A base do governo, construída inicialmente para fazer o governo de coalisão, caminha para referendar a candidatura do governador Carlos Gaguim à reeleição. É este o balanço real da primeira edição da Caravana do Acelera. Oficialmente, trata-se de uma ação administrativa. Na prática, além dos benefícios que efetivamente o governo leva, a caravana tem reflexos de uma ação política, sentida e bem registrada pela oposição. A caravana, no frigir dos ovos, projeta a imagem do governador e fortalece sua possível candidatura ao governo.

 

Para o senador João Ribeiro (PR), que alimentou até aqui a pretensão de ser candidato ao governo, isso também ficou claro. “A ficha dele caiu”, disse um Ribeirista ao Site Roberta Tum, neste começo de semana. Ouvindo outro líder, este assumidamente Gaguista, colhi esta frase: “O Gago é avião. Neste arranjo ele colocou todos os outros no bolso, e é o nosso candidato”.

 

Sinalizando a chapa

 

Ao descartar para o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), qualquer possibilidade de apoiá-lo em sua pretensão ao Senado, Gaguim já sinalizou metade da chapa: apoiará Leomar Quintanilha e João Ribeiro ao Senado. Se esta é a disposição, está “sobrando”, a vice e as suplências de Senado.

 

O caso é que o governador já acenou para o PSB com a vice. E mesmo que recue, acaba deixando para o PT um lugar secundário para uma possível composição. Esta atitude pode ajudar a provocar a terceira via, e em conseqüência o segundo turno nas eleições deste ano no Tocantins.

 

A escolha de Ribeiro

 

Caso o prefeito Raul Filho enfrente o desafio de ser candidato ao governo, contará de pronto com o PDT e uma rede de pequenos partidos. Mas pode estar no PR o fortalecimento de sua chapa. Excluído da cabeça de chapa, caberá ao senador João Ribeiro digerir a mudança e fazer uma escolha entre os três caminhos que tem: retornar à UT, do ex-governador Siqueira Campos (PSDB), permanecer na base de Gaguim com tudo que isso significa, ou sair na chapa do PT.

 

Na terceira opção, permanece na base de Lula, mas seu partido perde os cerca de 2 mil cargos que tem no governo. Para tomar esta decisão, tem que convencer todo seu grupo a “desapear” do poder. Entre eles, uma deputada federal, e sua bancada estadual, entre os quais estão os dissidentes do DEM.

 

Ninguém duvida de que falta definir muita coisa neste intrincado jogo, cujo primeiro tempo termina nas convenções, em junho. A escalação do time que vai às urnas é feita ali, mas antes dela abril é marco decisivo. Uma data que está se aproximando com rapidez vertiginosa.

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