Reis e mais 11 prefeitos estariam de malas prontas para apoiar Siqueira

Mais uma reviravolta política deve ser esperada para os próximos dias :Osvaldo Reis poderá anunciar apoio seu, e de grupo com 11 prefeitos ao ex-governador Siqueira. ...

Tudo indica que acontecerá ainda esta semana – possivelmente no sábado – mais uma cena inédita na instigante novela que se tornou os bastidores desta campanha no Tocantins. Osvaldo Reis, deputado federal e presidente do PMDB estaria de malas prontas para deixar seu grupo político, e rumar ao encontro do ex-governador Siqueira Campos, candidato da coligação adversária ao governador Carlos Gaguim (PMDB).

Em sua companhia, Reis estaria preparado para levar grupo com 11 prefeitos. Toda a articulação evoluiu bastante esta semana, cercada de sigilo absoluto, mas começou a vazar na manhã de ontem, quarta-feira, 14, quando o Site Roberta Tum teve acesso às primeiras informações de encontros e conversas neste sentido envolvendo o ex-senador Eduardo Siqueira Campos, e a senadora Kátia Abreu (DEM), grande articulista da reaproximação de Osvaldo com o grupo siqueirista.

O namoro é antigo, e tem raízes no desejo de Reis em disputar o Senado, que foi sugerido quando o deputado - segundo ele próprio já afirmou em reuniões fechadas - teria começado a conversar sobre possibilidade de chapão entre as duas principais forças políticas do Estado, com o aval do governador Gaguim.

Mas vamos aos fatos recentes.

Problemas internos e sinalização a Eduardo

Antes ainda do período de convenções, logo após a emblemática reunião na sede do PMDB em Palmas -  quando Valtênis Lino sugeriu que Gaguim não deveria ser candidato e selou seu distanciamento da cúpula peemedebista - um rápido encontro teria acontecido entre o presidente do PMDB e Eduardo Siqueira Campos. Nele Reis teria sinalizado que poderia apoiar o ex-governador Siqueira, caso o PMDB não o apoiasse na pretensão ao Senado.

Os problemas internos acirraram-se com a disputa entre o deputado federal e seu concorrente direto nestas eleições dentro do partido: o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Júnior Coimbra. O crescimento vertiginoso de Coimbra, conquistando o apoio de dezenas de lideranças importantes incomodou não apenas Reis, mas César Hallum e Ângelo Agnolin.

Conversa com Kátia e João Ribeiro

Na segunda-feira passada, quando veio à público o recuo de Júnior Marzola na semana anterior - quando este pediu mais ajuda financeira à Kátia, e sumiu de cena dizendo a companheiros que estava repensando sua candidatura – entraram em campo os articuladores da busca por Osvaldo Reis.

Um avião teria buscado Osvaldo Reis em Araguaína, e de lá o deputado foi transportado para local reservado, onde aconteceu a conversa definitiva com Kátia Abreu e João Ribeiro. Reis estaria preocupado com os efeitos da mudança em seu projeto de reeleição. Para migrar de grupo precisaria de garantias para um grupo de cerca de 11 prefeitos que o apóiam, e que ficariam em situação difícil com o governo, caso acompanhassem Osvaldo.

Suporte político e administrativo a prefeitos

As garantias da dupla de senadores que apóiam Siqueira Campos foram reais: apoio político, e emendas capazes de dar suporte administrativo aos prefeitos que seguirem com Osvaldo para o palanque de Siqueira. Da reunião cercada de sigilo, e sobre a qual evitou-se falar ao telefone – há suspeitas de que uma grande central de grampos está instalada na capital, monitorando conversas de pessoas chave no processo político – Osvaldo Reis teria sido levado à Brasília onde tinha compromissos na terça-feira, 13.

A data esperada para o anúncio da decisão de Reis é sábado, se nada mudar em decorrência do vazamento dos fatos. Após a checagem das informações confirmando o encontro entre as personagens citadas, o número de prefeitos envolvidos na mudança, e a possível data de anúncio, duas fontes foram ouvidas pelo Site Roberta Tum para confirmar o teor deste artigo, de partidos diferentes envolvidos nas conversações. As duas são unânimes em que não haverá mais volta.

Comentários (0)