A semana chegou ao fim e com ela o prazo previsto pelo próprio secretário de Saúde, Arnaldo Nunes, em entrevista dada no dia 1º de abril, para que sua pasta começasse a chamar os classificados no quadro reserva do Concurso da Saúde.
A validade do certame não se esgotará até fevereiro do ano que vem, mas a questão não é esta. O fato é que as vagas foram criadas na Saúde com a exoneração dos comissionados. E a forma legal para preenchê-las não é contrato temporário, enquanto houver um concurso em vigor. O correto, o legal, é dar posse a quem está na fila de espera.
Sabedor disto o governo resolveu as urgências com os contratos e cargos de chefia em comissão (estes a lei permite), e deu garantias desde o primeiro mês, que faria a modulação para levantar quantas vagas seriam necessárias por função para que a chamada fosse feita.
Tudo isto é etapa queimada. De posse do levantamento, modulação pronta e em mãos do secretário da pasta, faltava que o governo tivesse a tranquilidade do orçamento aprovado para que pudesse convocar mais de mil pessoas e assim ir suprindo os cargos da forma correta, na medida da necessidade levantada.
O que está incomodando o pessoal da reserva, que não se cansa de deixar comentários aqui e nas redes sociais, é a promessa descumprida. É o fato de que dois secretários - o de Planejamento, e o da Saúde - fizeram estimativa desta data. E o último diário oficial da semana não trouxe as primeiras convocações.
O que fica na cabeça e no discurso dos que esperam ansiosos por uma solução definitiva para sua situação funcional - muitos dos quais perderam o emprego nas demissões de janeiro – é que não há explicação lógica para a demora.
A mim, o que parece é que a máquina trava às vezes na burocracia. De outro modo, só a falta de iniciativa, de decisão, poderia justificar o que acontece aí com o Cadastro Reserva da Saúde.
Com a palavra, os que têm o poder de desatar mais este nó de começo de governo. Fala, Saúde!
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