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No dia do voto, atenção para os federais! Lei beneficia maiores partidos

Nova legislação prejudica voto na legenda. Para eleger federais e estaduais, votação dos candidatos tem que atingir 20% do coeficiente. Cálculo da sobra beneficia partidos que elegerem mais deputados

Ricardo Ayres/Eli Borges/ Célio Moura
Descrição: Ricardo Ayres/Eli Borges/ Célio Moura Crédito: Montagem/T1 Notícias

Bom dia, Brasil...

 

Bom dia Tocantins!

 

Chegamos ao dia do voto. O dia que pode nos dar quatro anos de avanços ou retrocessos. O dia que muda nossa história. 

 

A eleição nacional caminha para uma vitória maiúscula do Presidente Lula. Com forte expectativa de liquidar no primeiro turno. Mas mesmo que a eleição não seja decidida hoje, neste 2 de outubro, o eleitor deve prestar muita atenção numa eleição que será liquidada neste domingo: a dos deputados federais.

 

Digo isto porque a eleição de Senadores está bem disputada entre Kátia Abreu, que tem o apoio de Lula, a da professora Dorinha, que caminha com apoio do governo do Estado e do presidente Jair Bolsonaro, e o de Carlos Amastha que entrou nos 45 minutos do segundo tempo e cresceu acima do esperado nas últimas semanas.

 

Federal e estadual no entanto, segue bem indefinida. No geral, pois se observarmos bem de perto, o peso dos grandes partidos, e dos maiores recursos do fundo eleitoral caminha para beneficiar os que já tem mandato, com raríssimas exceções.

 

Na divisão das sobras, lei tende a beneficiar os maiores partidos

 

A lei 14.211/2021 alterou profundamente a regra para definir o preenchimento das sobras, considerando sobras, tudo que não for uma legenda inteira para cada cargo.

 

Vejam só: o Tocantins tem 1 milhão, 94 mil e três eleitores inscritos. A considerar uma abstenção, mais votos nulos e brancos na casa dos 30% (média das últimas votações), teremos uma legenda (divisão dos válidos pelo número de vagas) em torno de 95 mil votos para eleger um deputado federal. 

 

No caso da Assembleia Legislativa, a conta é a mesma, só que ao invés de 8 (deputados federais), são 24 deputados estaduais. Isso dá uma legenda entre 31 e 32 mil votos para eleger um deputado estadual.

 

Como funciona a conta dos partidos, primeira rodada

 

Para saber quantas vagas cada partido terá, pega-se a soma dos votos do partido ou federação a federal e a estadual e se divide pelo número de vagas.

 

Para federal, os maiores partidos são: o Republicanos do governador Wanderlei Barbosa, o PL de Ronaldo Dimas, o PT de Paulo Mourão, que formou federação com o PV e PC do B e o União Brasil, da Professora Dorinha. Na segunda divisão vem o PP da senadora Kátia, o Podemos de Tiago Dimas, o MDB de Dulce Miranda e o PSD de Irajá. 

 

Formaram nominatas fracas para federal, o PSB de Carlos Amastha e o PSDB da prefeita Cínthia Ribeiro.

 

Na primeira rodada com boas chances de fazer duas vagas, está o Republicanos. Nele pontuam na frente em estrutura, apoios de prefeitos e recursos: Ricardo Ayres, Antonio Andrade e Alexandre Guimarães, do Republicanos.

 

No PL de Ronaldo Dimas o mais votado deve ser o deputado federal Eli Borges, que nas últimas eleições ficou acima de 48 mil votos, seguido do vereador de Palmas Filipe Martins. Os dois com apoios expressivos do eleitorado evangélico.

 

No PT de Paulo Mourão, a tendência é que o deputado federal e candidato à reeleição, Célio Moura chegue na frente, seguido do deputado estadual e candidato a federal, presidente do PT Estadual, José Roberto. Célio deve ampliar a votação passada (que foi de 18.167 votos, por conta da estrutura que teve de gabinete e emendas.

 

No PP está o deputado federal Vicente Júnior, que montou uma chapa proporcional para garantir sua eleição. Em 2018 ele atingiu a marca dos 49.868 votos. Caso seu partido não atinja a legenda (95 mil votos), tem boas chances de entrar na primeira sobra. Nesta segunda rodada, entram partidos que fizerem 80% da legenda (algo em torno de 76 mil votos). 

 

O União Brasil, de Carlos Gaguim, se tornou uma incógnita com as desistências de candidatos a federal como Gil Barison, e outros. A conferir.

 

Na sobra, candidatos devem obter pelo menos 20% da legenda cheia

 

Para se elegerem, dentro dos partidos que disputam a primeira sobra, os candidatos devem obter 20% do coeficiente eleitoral, cerca de 19 mil votos.

 

Esta é a incógnita que ronda o Podemos, o PSD, MDB e os demais partidos sem nominata forte. Farão 76 mil votos, ou o que seja os 80% da legenda? Caso não faça, seus mais votados ficam para a terceira sobra, pois os mais bem votados – com maior média de votos, obtida pelo número de eleitos somada a + 1 – puxa seu próximo candidato a federal mais votado (acima dos 20% do coeficiente).

 

Esta regra pode provocar que um candidato a deputado federal com 25 mil votos, por exemplo, perca para um com apenas 18, ou 20 mil.

 

Por este motivo, nesta eleição, não adianta votar na legenda... é preferível descarregar os votos no federal com mais chances de se eleger.

 

 

 

 

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