Paulo Mourão e o efeito Lula: quanto a eleição nacional pode interferir no TO?

Em visita ao T1 Notícias, para a gravação de uma entrevista para o canal do Youtube do Portal, o candidato do PT, Paulo Mourão, mostrou-se consciente dos desafios mas esperançoso nos votos de Lula...

Jornalista Roberta Tum e o candidato a governador Paulo Mourão (PT)
Descrição: Jornalista Roberta Tum e o candidato a governador Paulo Mourão (PT) Crédito: T1 Notícias

Uma pesquisa qualitativa, realizada ainda na pré-campanha, demonstrava já no começo de junho, que o ex-presidente Lula,  liderava, mesmo que com baixa vantagem percentual naqueles dias, a intenção de votos para presidência, no Tocantins.

 

O dado interessante para o cenário local, no entanto, estava na capacidade de transferência de votos de Lula, dentro do seu eleitorado, para aquele que seria o seu candidato a governador no Tocantins. Próximo da metade deste eleitorado, mostrava-se disposto a votar no indicado de Lula.

 

Paulo Mourão rompeu com fé, a dúvida que pairava, mais uma vez, sobre sua pré-candidatura, devido à duas outras ocasiões em que se lançou e não foi até o final na intenção de disputar. Desta vez, a convenção do PT homologou seu nome, não houve retirada por motivos obscuros, nem puxação de tapete que obrigasse o PT a seguir com alguém de outra legenda.

 

No Tocantins, no entanto, Paulo enfrenta a pouca fé de aliados próximos. É o caso do PV, do ex-deputado Marcelo Lélis, que apoia abertamente a reeleição de Wanderlei Barbosa e levou este fato à Nacional do partido, para que a deputada Cláudia Lélis possa seguir apoiando Barbosa.

 

O PSB, que indicou Alckmin para a vice de Lula, tem em Carlos Amastha seu maior líder no Estado. Os socialistas seguirão independentes no seu apoio a governo, que na pré-campanha era de Damaso, mas que deve acompanhar a liderança de Ronaldo Dimas, candidato de Bolsonaro no Estado. Uma salada.

 

MDB foi com Dimas ao invés de Paulo, que já apoiou Marcelo mais de uma vez

 

Em entrevista ao quadro Papo Franco, do meu canal do Youtube, que vai ao ar no começo da próxima semana, o candidato Paulo Mourão avalia todos estes fatores, e toca num ponto nelvrágico: ele não entende os motivos de Marcelo Miranda para celebrar uma aliança com Dimas, ao invés de com o PT, uma vez que já foram aliados mais de uma vez. Paulo Mourão, em sua extensa caminhada política, foi deputado federal, deputado estadual, e aliado de primeira hora de Miranda.

 

“Não sei dizer quais foram os motivos... eu conversei com o Marcelo uma vez por telefone. Não nos encontramos pessoalmente”, confirmou. O fato é que outros emedebistas, tão históricos quanto os Miranda, resolveram apoiar Paulo. É o caso de Derval de Paiva. Emedebista novo, mas petista antigo, o ex-prefeito Raul Filho, que está morando no Pará, mas nào perdeu o vínculo com o Estado, decidiu apoiá-lo.

 

O fato é que a campanha está oficialmente nas ruas e Paulo Mourão, já com os cabelos embranquecidos pelo tempo, e do alto dos seus 66 anos, esbanja experiência e boas idéias para mudar o comando do Araguaia e fazer uma gestão planejada, voltada para o Social, com ênfase na saúde e Educação para todos. Ele carrega como vice, a professora Germana, que representa o pequeno, mas aguerrido PC do B.

 

Seu maior desafio será mostrar-se ao eleitor de Lula como uma opção viável, equilibrada, para ter o privilégio de comandar o Estado. Se vai conseguir, o tempo dirá, mas Mourão já demonstra ter clareza dos desafios.

Comentários (0)