O cenário político do Tocantins amanheceu sob uma nova configuração nesta semana. A confirmação de Roberto César Ferreira de Oliveira, o "Cesinha", na presidência estadual do PSB, marca o fim da gestão de sete anos sob o comando de Carlos Amastha e expõe a expansão do bloco político liderado pelo senador Irajá (PSD).
Nos bastidores, a mudança no comando se justifica pela vontade do presidente nacional do partido e prefeito de Recife (PE), João Campos, de ampliar a representação da sigla na Câmara Federal. João Campos teria conversado com várias lideranças tocantinenses e buscado a garantia de fazer um deputado federal pelo Tocantins.
Ao que tudo indica, a garantia chegou pelas mãos do senador Irajá e pode ter sido fortalecida, inclusive, pela visita que João Campos fez a Laurez Moreira no dia 8 de setembro, quando o vice-governador respondia interinamente pelo Governo do Estado.
Com o PSB sob o batuta de Irajá cogita-se, conforme rumores nos bastidores, que seu irmão, o ex-vereador por Palmas, Iratã Abreu, se filiaria ao PSB para poder candidatar-se a deputado federal.
Palácio Araguaia
Os bastidores também apontam que, embora descrita como consensual, a mudança no comando do PSB, é estratégica para disputar o Governo do Estado.
O novo presidente do PSB não é um nome estranho ao grupo do senador Irajá. Cesinha é ex-prefeito de Lavandeira e atual superintendente da Agricultura e Pecuária no estado e, segundo fontes do PSD, representa a capilaridade política do sudeste tocantinense.
Três partidos e fortalecimento
Com a integração do PSB, o grupo liderado pelos Abreus passa a ter sob seu guarda-chuva três legendas fundamentais. O PSD, que atualmente é o maior partido do estado e base do vice-governador Laurez Moreira; o PDT: tradicional aliado e com forte militância e o PSB, que com a ascensão de Cesinha revitalizará o municipalismo.
Juntos, o três partidos garantiriam tempo de TV, fundo partidário robusto e uma rede de prefeitos e vereadores que pode ser o diferencial na campanha de Laurez Moreira ao governo e na eleição de deputados federais e estaduais.
A transição oficial do comando do partido está marcada para a próxima semana, no dia 28 de janeiro, em Palmas. O evento não será apenas burocrático, mas um ato de força política onde se espera a presença das principais lideranças do bloco.
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