Nos bastidores de um ano político que já começou

Amigos a primeira semana de janeiro começa com os políticos tocantinenses em férias. Uns nas suas bases, já movimentando-se em torno de seus projetos de eleição e reeleição.

Eduardo :mais a vontade para ser candidato
Descrição: Eduardo :mais a vontade para ser candidato Crédito: T1 Noticias

Outros políticos tocantinenses seguem “veraneando” por aí, onde não chove, nas praias mais badaladas do País.

 

De concreto no entanto, a pré-campanha já começou para quem tem grandes planos.

 

O grupo governista contratou a Public já há alguns meses para desentortar a imagem do governo. A missão é produzir notícia positiva cavando fatos que possam ser usados para reverter a imagem de inércia que salta nas pesquisas. Baixando a rejeição nítida ao governo Siqueira, espera-se melhorar os índices de Eduardo Siqueira, pré-candidato ao governo.

 

A agência, que foi o braço tocantinense na campanha de Siqueira em 2010, sob a coordenação de Duda Mendonça, também já está pré-acertada para a campanha eleitoral. Uma guinada considerável depois de ter feito a campanha do oposicionista Carlos Amastha em 2012, contra o candidato então governista à prefeitura, Marcelo Lélis.

 

Pano rápido para um parênteses: a relação governo e prefeitura, ou Eduardo e Amastha (mesmo com o IPTU, o grande cabo eleitoral que qualquer candidato gostaria de ter na capital).

 

Corre por aí nos bastidores que a relação terminou amena, apesar de que nenhum real dos R$ 30 milhões prometidos em convênios entre Estado e Cidade de Palmas tenha chegado. Em entrevista no final do ano, o prefeito chegou a dizer que a capital não depende do Estado: “Graças a Deus”.

 

Exemplo disso é que no fim do ano Amastha teria “empurrado” para Eduardo comprar 100 ingressos do Reveillon na praia. A R$ 1 mil cada. Destes, o presidente da Assembléia, Sandoval Cardoso, acabou assumindo 50. O secretário e candidato não foi ao evento com Michel Teló e presenteou amigos com os convites. Destes, muitos reclamaram que o serviço começou às 11hs e que a meia noite e 30 não tinha mais nem água nem comida nos camarotes vips.

 

Se deu melhor quem foi para o Cristal Hall, por exemplo, a custo de R$ 200 por cabeça e comeu camarão a noite inteira.

 

Mudanças no secretariado

 

Ainda do staff governistas chegam notícias de mudanças no secretariado para este começo de ano. O [primeiro ato está nos portais e jornais, com o pedido de exoneração de Eduardo Siqueira.

 

De fato, Marcelo Olímpio teria entregado o cargo, por motivos pessoais. E o governo pedido um prazo para fechar o ano contábil.

 

Em outro front, corre nas redes que Eugênio Pacceli andou consultando Marcelo Miranda sobre convite recebido para assumir a Secretaria de Saúde, onde Vanda Paiva comanda atualmente. Pacceli, como se sabe, assumiu o mesmo pepino na época de Miranda e deu conta de organizar a vida do Estado com fornecedores.

 

Vanda é cotada para assumir uma das sete vagas do Tribunal de Contas dos Municípios, engedrado pelo governo para acomodar deputados com eleições em risco e pelo menos dois dos seus mais fiéis escudeiros: uma seria Vanda e o outro o super procurador André Matos.

 

A reforma no secretariado viria também para limpar a área dos pré-candidatos em plena e fragorosa campanha, a exemplo de Agimiro e outros. E também para dar ao governo um perfil mais do filho do que pai num ano eminentemente eleitoral.

 

Com a máquina na mão e a vantagem de saber quem é seu candidato, o governo de fato é quem se movimenta na frente neste janeiro.

 

Já a oposição - a exceção de Marcelo e Dulce que não pararam um minuto com as visitas este fim de ano - são outros quinhentos.

 

 

 

 

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